Mudanças aumentariam carga de trabalho sem acréscimo em salários. Já no caso das áreas remotas, a menor remuneração poderia inviabilizar o ensino presencial e forçar jovens em idade escolar a deixarem seus locais de origem, segundo os manifestantes.
A ocupação foi iniciada por mais de cem indígenas, de várias etnias e regiões do Pará. Em seguida, houve a adesão de professores da rede estadual ao protesto. O grupo ficou alojado em parte do prédio e também em um pátio externo, mas as atividades da secretaria não foram paralisadas.
Críticos afirmam que projeto teve tramitação relâmpago. De acordo com indígenas e professores, o texto passou por três comissões em um só dia — e foi aprovado em 18 de dezembro, em meio a um protesto que foi reprimido pela Polícia Militar.
O grupo pede a demissão do secretário de educação do Pará, Rossieli Soares. O secretário, que foi ministro da Educação no governo Temer, afirmou no último dia 15 que o protesto é liderado por “grupos políticos que querem se aproveitar da situação“.
noticia por : UOL


