Ministro da segurança israelense Ben-Gvir ainda sugeriu que, diante da decisão, Israel deva anexar a Cisjordânia.
Segundo o procurador-geral da corte, Karin Khan, os crimes contra a humanidade acusados foram cometidos como parte de um “ataque generalizado e sistemático contra a população civil palestina segundo a política do Estado”. “Esses crimes, em nossa avaliação, continuam até hoje”, disse.
Segundo ele, “Israel privou intencional e sistematicamente a população civil em todas as partes de Gaza de objetos indispensáveis à sobrevivência humana”.
“Isso ocorreu por meio da imposição de um cerco total sobre Gaza, que envolveu o fechamento completo dos três pontos de passagem de fronteira, Rafah, Kerem Shalom e Erez, a partir de 8 de outubro de 2023 por longos períodos e, em seguida, a restrição arbitrária da transferência de suprimentos essenciais – incluindo alimentos e medicamentos – através dos pontos de passagem de fronteira depois que eles foram reabertos”, disse.
O procurador alega que o cerco também incluiu o corte dos dutos de água transfronteiriços de Israel para Gaza – a principal fonte de água potável dos habitantes de Gaza – por um período prolongado a partir de 9 de outubro de 2023, e o corte e a obstrução do fornecimento de eletricidade desde pelo menos 8 de outubro de 2023 até hoje.
“Isso ocorreu juntamente com outros ataques a civis, inclusive aqueles que faziam fila para comprar alimentos; obstrução da entrega de ajuda por agências humanitárias; e ataques e assassinatos de trabalhadores humanitários, o que forçou muitas agências a interromper ou limitar suas operações em Gaza”, disse.
noticia por : UOL


