Zelensky, no Reino Unido, deu demonstrações de que conta com o apoio dos europeus. Os líderes britânicos não apenas o receberam, como prometeram um novo pacote de dinheiro para resistir aos russos, no valor de 2,2 bilhões de libras esterlinas. Neste domingo, ele será recebido pelo rei Charles, uma rara audiência política do monarca.
Annalena Baerbock, ministra de Relações Exteriores da Alemanha, pediu que seu governo libere 3 bilhões de euros para a defesa da Ucrânia.
No Uruguai, o presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, se reuniu com diversos líderes sul-americanos ontem e deixou explícita sua preocupação com a crise. “A diplomacia fracassa quando os parceiros de negociação são humilhados diante do mundo”, disse.
Steinmeier apontou que “a cena na Casa Branca me deixou sem fôlego”. “Eu nunca teria acreditado que teríamos que defender a Ucrânia dos Estados Unidos”, disse. “Devemos evitar que a Ucrânia seja forçada a aceitar a escravidão”, completou.
O presidente Lula, que se encontrou com o colega alemão no Uruguai, classificou como “cena grotesca” e disse que Trump quis humilhar Zelensky. Lula afirmou ainda que disse ao presidente da Alemanha que “é bem possível que a Europa fique responsável pela reconstrução da Ucrânia, fique responsável pela manutenção da Otan”.
O primeiro-ministro tcheco, Petr Fala, destacou que a Europa vive um “teste histórico” e que o caso mostra que “ninguém mais vai cuidar” da segurança do continente. Para ele, novos recursos devem chegar aos ucranianos.
noticia por : UOL


