Agricultores do metrô de Chongqing expõem as enormes disparidades na China

No entanto, a imagem incongruente de camponeses transportando seus produtos a pé em frente aos enormes arranha-céus futuristas de Chongqing é um lembrete de que, para muitos, especialmente a população rural e os idosos, ganhar a vida continua sendo uma luta na segunda maior economia do mundo. 

Wu Baixing, uma agricultora de 71 anos que vive nos arredores de Chongqing, disse à AFP que caminha por uma hora até a estação de metrô mais próxima para vender vegetais no centro da cidade.

“Acho que Deus vê tudo o que fazemos”, disse, resignada, a devota cristã, referindo-se à exaustiva tarefa de carregar dezenas de quilos de vegetais no transporte público.

As viagens de Wu à cidade complementam sua pensão mensal de menos de 200 yuanes (cerca de 27 dólares ou 160 reais na cotação atual), um valor médio para moradores de áreas rurais, mas muito inferior ao que os aposentados urbanos recebem.

Entretanto, vender verduras não é lucrativo, diz ela, porque “há muitas verduras e muitos agricultores que as vendem”.

– “Ninguém quer nos contratar” –

Enfrentando uma chuva fraca, mas persistente, um grupo de agricultores espera na estação de Shichuan, no nordeste de Chongqing, por mais de duas horas pelo primeiro trem, que sairá às 6h30 da manhã.

noticia por : UOL

sábado, 4, julho , 2026 12:04
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