Piloto disse à PF que 'Rei do Lixo' tentou se desvincular de jatinho com R$ 1,5 mi em propinas

Quando a primeira fase da operação foi deflagrada, em dezembro de 2024, policiais federais apreenderam R$ 1,5 milhão com Alex Parente em uma outra aeronave, um jatinho Learjet 60XR, emprestado a pedido do empresário José Marcos Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, que também é investigado da Overclean. O avião decolou de Salvador e havia acabado de pousar em Brasília.

O advogado Lucas Lobão, ex-coordenador do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs) na Bahia, também estava na aeronave. O dinheiro foi encontrado em uma mala de mão e uma mochila.

Em razão do flagrante, o piloto foi chamado para prestar depoimento na condição de testemunha. Ele operou o voo e presenciou a abordagem da Polícia Federal. Alencastro disse que não sabia que havia dinheiro na aeronave e afirmou ter ficado “surpreso” quando Alex Parente e Lucas Lobão informaram aos agentes da PF que transportavam a quantia em espécie.

O pilotou narrou também que, quando voltou para Salvador, Marcos Moura “pediu explicações sobre a situação”. Segundo Alencastro, o empresário ficou “aborrecido” por ter sido citado como responsável pelo voo. O “Rei do Lixo” estaria tentando “se desvincular” do episódio, afirmou o piloto.

Além do dinheiro, a Polícia Federal também apreendeu documentos que, segundo os investigadores, registram a contabilidade informal de propinas e de patrimônios ocultados.

A Operação Overclean investiga contratos suspeitos com prefeituras na Bahia, Tocantins, Amapá, Rio de Janeiro e Goiás. Só em 2024, o grupo investigado ganhou mais de R$ 825 milhões em contratos com diferentes órgãos públicos.

noticia por : UOL

quinta-feira, 9, julho , 2026 08:58
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