Espionagem bolsonarista produziu lista de alvos que ainda é um mistério

Entre os alvos da Abin Paralela, estão os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Luís Roberto Barroso e Luiz Fux, do STF, os então presidentes da Câmara Rodrigo Maia e Arthur Lira, os então deputados Joice Hasselmann e David Miranda e o deputado Kim Kataguiri, os senadores Renan Calheiros, Alessandro Vieira, Omar Aziz e Randolfe Rodrigues, o ex-deputado Jean Wyllys, o então governador João Doria Jr, os jornalistas Glenn Greenwald, Monica Bergamo, Vera Magalhães, Luiza Alves Bandeira e Pedro Cesar Batista, a promotora Simone Sibilio (que esteve à frente das investigações do assassinato de Marielle Franco), o líder caminhoneiro Carlos Dahmer, o então chefe de fiscalização do Ibama Hugo Loss, os auditores da Receita Federal Christiano Botelho, Cleber da Silva e José Barros Neto. Mas isso ainda não esgota a relação completa, ainda desconhecida.

Bolsonaro, que já havia instalado o Gabinete do Ódio nas dependências do Palácio do Planalto a fim de atacar adversários e jornalistas, ao que tudo indica criou também uma estrutura muito pior, que atropelava garantias constitucionais e liberdades individuais, esvaziando a privacidade e fazendo arapongagem na vida pessoal e profissional de milhares de brasileiros.

Isso mostra o comportamento de um governante de estado autoritário, que vigia a tudo e a todos para garantir a sua perpetuação no poder. Quando ele ainda era candidato à Presidência da República, em 2018, os que tinham apreço pela democracia avisaram que ele dobraria as instituições do Estado brasileiro às suas próprias necessidades.

Quem diria que, perdendo a eleição, ele tentaria um golpe de Estado, não é mesmo?

Na fatídica reunião ministerial de 22 de abril de 2020, isso ficou explícito. “Eu não vou esperar foder a minha família toda, de sacanagem, ou amigos meu, porque eu não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha que pertence à estrutura nossa. Vai trocar! Se não puder trocar, troca o chefe dele! Não pode trocar o chefe dele? Troca o ministro! E ponto final! Não estamos aqui pra brincadeira”, disse ele.

Bolsonaro queria Alexandre Ramagem como diretor da PF. O então ministro da Justiça e Segurança Pública, e hoje, senador, Sergio Moro acabou pedindo demissão ao bater de frente com ele por conta disso. Ramagem, hoje deputado federal, acabou sendo alocado como diretor-geral da Abin e teve um papel relevante nos planos golpistas.

noticia por : UOL

quinta-feira, 9, julho , 2026 04:10
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