O ministro da Justiça, Keisuke Suzuki, que autorizou o enforcamento de Shiraishi, disse que tomou a decisão após um exame cuidadoso, levando em conta o motivo “extremamente egoísta” do condenado por crimes que “causaram grande choque e agitação na sociedade”.
A decisão foi tomada após a execução, em julho de 2022, de um homem que se envolveu em um ataque a facadas no distrito comercial de Akihabara, em Tóquio, em 2008.
Foi também a primeira vez que uma pena de morte foi executada desde a posse do governo do primeiro-ministro Shigeru Ishiba em outubro passado.
Em setembro do ano passado, um tribunal japonês absolveu Iwao Hakamada, que havia passado o maior tempo do mundo no corredor da morte após uma condenação injusta por crimes cometidos há quase 60 anos.
A pena capital é executada por enforcamento no Japão e os prisioneiros são notificados de sua execução horas antes, o que há muito tempo é criticado por grupos de direitos humanos pelo estresse que causa aos prisioneiros no corredor da morte.
“Não é apropriado abolir a pena de morte enquanto esses crimes violentos ainda estão sendo cometidos”, disse Suzuki em uma coletiva de imprensa. Atualmente, há 105 presos no corredor da morte no Japão, acrescentou ele.
noticia por : UOL


