Sargento da Rota disparou quatro vezes em policial civil em serviço em SP

O cabo Robson Santos Barreto e o sargento Mendes também entraram no beco, mas pelo lado oposto. O sargento – em tese como o mais experiente da equipe pela patente -, viu o investigador Rafael com arma na mão, pensou que ele era criminoso, e efetuou quatro disparos.

Mendes só parou de atirar quando ouviu os gritos: “é polícia, é polícia”. Segundo o investigador Marcos, o sargento disparou sem tentar qualquer abordagem. Os policiais civis afirmaram que estavam com distintivos. O caso foi registrado no 37º DP (Campo Limpo) como tentativa de homicídio.

Câmeras corporais são analisadas

A Polícia Militar disponibilizou as imagens das câmeras corporais dos PMs da Rota ao delegado Antônio Giovanni Almeida Neto. Ele ainda não sabe se houve erro de tipo permissivo cometido pelo sargento Mendes ou legítima defesa putativa, já que o sargento diz ter confundido o investigador com criminoso.

O boletim de ocorrência diz que “não é possível determinar se o falseamento acerca da realidade dos fatos era evitável, se o sargento agiu com culpa ou, em última análise, se sua conduta foi completamente desproporcional e irrazoável ou se houve eventual excesso na legítima defesa putativa”.

O documento menciona ainda que “o inquérito policial instaurado poderá, com profundidade, trazer elementos de informação e provas cautelares, não repetíveis e antecipadas, para revelar a ausência ou presença dos elementos de culpa e se o erro era evitável ou não”.

noticia por : UOL

quarta-feira, 29, julho , 2026 07:56
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