Com diferentes espécies, as tillandsias são epífitas, ou seja, crescem apoiadas em outras plantas sem parasitá-las. Na natureza, costumam se fixar em troncos e galhos, usando essas superfícies apenas como suporte.
Por isso, no cultivo doméstico, o ideal é prendê-las em bases que imitem esse ambiente, como placas de cortiça, estruturas de arame ou diretamente em árvores.
A seguir, Bárbara Sales, bióloga especialista do Instituto Inhotim, em Brumadinho (MG), ensina como cuidar da planta.
Luz
Gosta de luz difusa intensa. O sol forte pode queimar as folhas.
Rega
Como a planta é sensível ao cloro e ao excesso de sais minerais, o ideal é regar com água filtrada ou da chuva. Se usar água da torneira, deixe-a descansar em um balde por 24 horas para o cloro evapore.
Borrife a planta cerca de três vezes por semana durante as épocas mais quentes. No inverno, reduza para uma vez por semana.
Uma alternativa é fazer, semanalmente, a imersão da planta em um recipiente com água por 20 minutos. Mas tome cuidado para não deixar água acumulada no centro da planta, o que pode levar ao apodrecimento.
Adubação
Uma vez por mês, borrife extrato líquido de húmus filtrado ou fertilizante foliar para orquídeas (um quarto da dose recomendada pelo fabricante).
Dica
A tillandsia precisa de circulação de ar constante. O ar é o que seca a planta após a rega e o que traz os nutrientes que ela absorve.
Uma curiosidade é que a planta, depois de crescer por anos, floresce uma única vez (as flores podem durar semanas). Após a floração, a “planta-mãe” gasta suas últimas energias emitindo “filhotes” na base. Em seguida, morre lentamente enquanto eles crescem.
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noticia por : UOL


