Caso Henry: Julgamento pode durar mais uma semana com 17 pessoas para depor

Infarto de um dos defensores desencadeou o primeiro impasse no plenário. Fabiano Lopes, advogado que acompanha Jairinho desde o início do processo, sofreu um infarto agudo do miocárdio dois dias antes do júri e a banca pediu para esperar a recuperação, mas a sessão foi mantida.

A terça-feira teve mais de dez horas de sessão e ouviu apenas duas testemunhas. Na ocasião, o delegado Edson Henrique Damasceno disse ter recebido a notícia da morte do menino em sua delegacia como um “acidente doméstico”, mas relatou que tudo se mostrou uma “farsa ensaiada” com o início das investigações.

No mesmo dia, um advogado de Jairinho anunciou que deixava a defesa. Sergio Figueiredo disse que manter a sessão foi “irresponsabilidade e desrespeito” com Fabiano Lopes e afirmou que fez 23 requerimentos à Justiça sem sucesso.

Na quarta, o júri entrou no terceiro dia com depoimento de testemunha da acusação na área de psiquiatria. O psiquiatra Rafael Bernardon disse ver um padrão de “infligir dor em crianças” e afirmou que percebeu um perfil “egocêntrico, narcisista e sádico” em Jairinho. Defesa do réu, no entanto, disse ser um “absurdo” a oitiva de um médico que não entrevistou o cliente.

Já ontem, testemunhas acusaram Jairinho de agredir outros filhos de namoradas. A estudante de turismo Kaylane de Oliveira Duarte Pereira, atualmente com 18 anos, relatou que teve contato com o Jairinho aos 3 anos, quando a mãe começou a se relacionar com ele. O relacionamento durou até ela ter cerca de 7 anos, e episódios de agressão teriam acontecido do meio para o fim desse período.

Também na quinta, houve a volta do advogado de Jairinho que havia infartado. Lopes deixou a internação antes do previsto e disse que “dará a vida” pela defesa do cliente.

noticia por : UOL

sexta-feira, 29, maio , 2026 08:56
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