VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT
A 4ª Vara Cível de Sinop (a 480 km de Cuiabá) decretou a falência da empresa CAAGE Armazéns Gerais Eireli, investigada por suspeitas de desvios de patrimônio, dívidas milionárias e desaparecimento de grãos.
A decisão da juíza Giovana Pasqual De Mello atende ação movida pelo produtor rural Eugênio Giachini Neto, que cobra uma dívida de R$ 25,4 milhões referente a contratos de compra e venda de grãos que não foram pagos. A cobrança já era discutida na Justiça, mas não foram encontrados bens suficientes para quitar o débito.
O grupo empresarial possui passivo estimado em mais de R$ 170 milhões, conforme informações apresentadas no âmbito das tentativas de recuperação extrajudicial.
Na decisão, a magistrada apontou indícios de esvaziamento patrimonial, negociações suspeitas e favorecimento de alguns credores em prejuízo de outros. A juíza também citou a transferência de uma unidade armazenadora em Cláudia, avaliada em cerca de R$ 15 milhões, pouco antes do pedido de recuperação judicial da empresa.
A CAAGE tentou suspender o processo alegando que ainda discutia pedidos de recuperação judicial e extrajudicial, mas a Justiça rejeitou o argumento. Segundo a decisão, os pedidos já haviam sido negados anteriormente por falta de requisitos legais.
Outro ponto destacado foi uma investigação da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Polícia Civil, que apura possíveis crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, apropriação indébita e estelionato ligados ao desaparecimento de grãos armazenados pela empresa.
Com a falência decretada, a Justiça determinou a lacração das unidades da empresa, a arrecadação de bens e documentos e a suspensão das ações individuais contra a companhia.
A empresa Dux Administração Judicial – Mato Grosso Ltda. foi nomeada administradora judicial e ficará responsável por organizar a lista de credores, arrecadar os bens e apresentar relatório sobre as causas da falência e possíveis responsabilidades dos envolvidos.
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FONTE : ReporterMT



