Camilo defendeu ampliar o arco de alianças para fortalecer a campanha de Lula no segundo maior colégio eleitoral do país. “O Edinho está conversando com todos, mas claro que é importante ouvir o PT do estado, porque as realidades são distintas. Mas, para fortalecer a campanha do presidente Lula em Minas, é importante ter um arco de alianças maior, com candidatos que possam ter viabilidade eleitoral.”, afirmou.
Ele também comentou a resistência de Marília Campos, citada como um dos nomes mais competitivos do PT no estado, em disputar o governo. “Respeito a decisão pessoal dela, mas acho que há determinados momentos que tem missão a cumprir. O próprio [Fernando] Haddad, que não queria ser candidato ao Governo de São Paulo e é um nome importante, com viabilidade. O resultado só temos quando termina o jogo. O nome mais competitivo hoje do PT seria Marília e ela tem resistido, colocado o nome dela para o Senado.”, disse.
Na entrevista, Camilo também falou sobre a busca por alianças nacionais para a eleição presidencial. Ele citou conversas com União Brasil e PP e defendeu ampliar o tempo de TV da campanha.
O senador disse ver espaço para diálogo com a federação União-PP, embora cite a possibilidade de neutralidade desses partidos no plano nacional. “Acho que dá, e Edinho tem feito isso. Vamos procurar dialogar com todos que queiram conversar. E hoje há um diálogo concreto com o União Brasil, a federação [com o PP], discutindo o futuro do Brasil e essas eleições. Eu defendo que tem que fazer uma aliança, quanto mais tempo de televisão melhor.”, afirmou.
Camilo afirmou que o prazo para a definição é 5 de agosto, data-limite das convenções. “Está em diálogo essa possibilidade ou a possibilidade de uma neutralidade junto a nível de presidente e aí construir as parcerias que forem possíveis nos estados brasileiros.”, disse.
Relação com Alcolumbre e segurança pública
Camilo afirmou que tenta reduzir a tensão entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), após a derrota de Jorge Messias na disputa por uma vaga no Supremo. Ele disse que a crise afetou a tramitação de pautas do governo na Casa.
noticia por : UOL