Estádio do Juventus passará por reforma e vai virar Arena Javari

O Juventus apresentou oficialmente nesta sexta-feira (10) as primeiras projeções de como deverá ficar o estádio Conde Rodolfo Crespi, cohecido como Estádio da Rua Javari, após revitalização que deverá resultar também no rebatismo do espaço como Arena Javari, rua no bairro da Mooca, em São Paulo, que se funde à história do clube.

A empreitada da SAF (Sociedade Anônima de Futebol) do clube faz parte dos R$ 480 milhões em investimentos em dez anos anunciados pelo Grupo Contea Capital, que comprou 90% das ações do Juventus em setembro de 2025.

A reforma deverá ser feita em duas fases e, segundo a SAF do clube, incluirá a ampliação de arquibancadas laterais, construção de novos camarotes e de um rooftop. A capacidade do estádio deverá passar de 11 mil pessoas para até 25 mil espectadores.

O projeto anunciado na sexta também prevê novas áreas de hospitalidade. A gestão do clube quer habilitar o estádio para a realização de outros tipos de evento, estratégia que gera relevante receita para outros times.

A previsão dos investidores é de que as intervenções sejam feitas em duas fases, com a conclusão em dezembro deste ano. O estádio do Juventus tem tombamento municipal e, por isso, as intervenções precisam ser autorizadas pelo Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo). De acordo com o G1, a primeira etapa de reformas começou sem os alvarás obrigatórios.

“Nosso compromisso sempre foi fortalecer o clube sem descaracterizar aquilo que faz da Rua Javari um patrimônio do futebol brasileiro”, disse Claudio Fiorito, CEO da SAF do Juventus, em nota sobre o projeto.

Em maio, o Juventus venceu o título da série A2 do Campeonato Paulista e, com isso, retornou à primeira divisão depois de quase 20 anos. Agora, a gestão do clube planeja disputar o Paulista de 2027 já com a reforma do estádio finalizada.

Nos vídeos divulgados em redes sociais, o Juventus diz que o grená e o amarelo e os traços da identidade visual do clube serão mantidos.

“O projeto respeita os elementos históricos do estádio, valoriza um patrimônio tombado e amplia sua estrutura para oferecer as melhores condições de trabalho aos atletas, à comissão técnica e aos profissionais do clube, com ambientes voltados à preparação, recuperação e alta performance”, diz uma das publicações.

Inaugurado em 1925, o estádio pertenceu à família Crespi, dona de uma indústria têxtil localizada no bairro da Mooca, e foi adquirido pelo clube em 1967.

O edifício onde funcionava a indústria, inclusive, também teve seu tombamento determinado pelo conselho municipal.

O Conde Rodolfo Crespi tem capacidade para 5.000 torcedores, mas não pode sediar jogos à noite, pois não possui refletores de iluminação. O projeto divulgado pelo Juventus inclui a instalação de novo sistema de iluminação para “atender aos padrões exigidos pelas principais competições nacionais e transmissões de televisão.”

Segundo o projeto apresentado pela SAF, o cannoli, outra tradição do estádio da rua Javari, manterá seu espaço na revitalização.

O cannoli, sobremesa que é um tipo de canudo frito e doce, originário do sul da Itália, é vendido desde os anos 1970 por Antônio Pereira Garcia no Juventus. Na memória de novos e antigos torcedores, longas filas eram formadas nos intervalos das partidas.

“Presente no estádio desde a década de 1970, o tradicional Cantinho do Cannoli, do Seu Antônio, ganhou um novo espaço, projetado para oferecer mais conforto, organização e qualidade no atendimento, sem perder a essência que o transformou em um dos maiores símbolos da Arena Javari”, diz a SAF do Juventus.

Nas redes sociais do clube e do estádio –já sob o nome de Arena Javari–, torcedores se dividiam entre a expectativa de ver a casa reformada e lamentos quanto ao risco de descaracterização do lugar.

noticia por : UOL

sábado, 11, julho , 2026 07:45
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