Scania usa inteligência artificial para dar sobrevida a motores a diesel

O ano era 2021. A Scania lançava na Europa o motor Super nas versões de 11 e de 13 litros, considerado naquele momento como a última plataforma a diesel da companhia.

Assim como outras empresas, a montadora sueca se via em meio às pressões da eletrificação total dos veículos pesados. Entretanto, a menor capacidade de carga, os custos envolvidos, as dificuldades de infraestrutura e a baixa autonomia dos produtos a bateria foram determinantes para mudar o que se esperava do futuro.

Nesse contexto, surgiu a necessidade de dar sobrevida aos antigos motores a diesel, o que exigiu criatividade do departamento de engenharia. Para isso, a empresa passou a usar inteligência artificial no desenvolvimento das soluções.

A Scania exibiu na última semana as inovações que surgiram durante o processo de desenvolvimento. Em evento realizado na fábrica de São Bernardo do Campo (ABC), a empresa apresentou a evolução da motorização Super aplicada em um chassi de ônibus rodoviário.

Para consumir até 8% menos diesel do que a plataforma mais antiga, o motor recebeu melhorias como um avançado sistema de injeção de combustível e de óleo lubrificante por spray, além de um cabeçote que aguenta maiores pressões de combustão.

Mas a montadora teve que explorar mais o conjunto para obter ganhos perceptíveis de eficiência na aplicação rodoviária do chassi de ônibus. É aí que as ferramentas de IA entraram no processo de desenvolvimento, colaborando com o gerenciamento dos recursos do veículo.

De acordo com Eronildo Barros, diretor-geral das operações comerciais da montadora no país, a inteligência artificial permitiu a sobrevida ao conjunto mecânico a diesel, que ainda pode ser muito explorado pela companhia. A tecnologia revitalizou os sistemas eletrônicos que controlam as principais atividades do motor, com o objetivo de diminuir o consumo de combustível.

“A IA nos ajuda muito hoje. Essa tecnologia está por trás de toda a gestão dos sistemas de nossos produtos, da lubrificação e comandos mecânicos à integração das engrenagens. É essa arquitetura eletrônica que dá suporte ao funcionamento do veículo como um todo”, disse o executivo.

A gestão mencionada por Barros atua, por exemplo, no sistema que reaproveita partes do diesel que normalmente ficariam escondidas no fundo do tanque, no duplo comando de válvulas (DOHC) e no sistema de injeção e nebulização de Arla 32, solução de ureia em água desmineralizada usada nos veículos a diesel para reduzir a emissão de óxidos de nitrogênio.

Barros acredita que a IA abriu espaço para novas formas de se explorar a plataforma diesel. A tecnologia trouxe possibilidades para uma ideia secular que, em dado momento, pareceu que seria definitivamente enterrada pela eletrificação.

“Se pensarmos em veículos definidos por software, ou sistemas veiculares controlados por linhas de programação, a inteligência artificial acelera muito o desenvolvimento de novos produtos e também o aperfeiçoamento dos que já existem, como ocorreu com o motor Super”, disse o diretor da Scania.

Para a montadora, outro fator que poderá alongar a vida dos motores a diesel no mercado é a evolução do combustível, que hoje é melhor do que na época em que a linha Super foi lançada.

“O diesel também está cada vez mais eficiente. Daqui para frente, os ganhos futuros que poderemos obter em plataformas de motor a combustão vão envolver combustíveis melhores e conjuntos com melhor aproveitamento energético e maior controle eletrônico de atividades”, disse Barros.

Essa possibilidade de se fazer mais com motores diesel, segundo o executivo da Scania, pode auxiliar a empresa a atender futuras regulamentações que envolvam eficiência e nível de emissões sem que sejam necessários investimentos muito altos para isso.

“Temos que nos espelhar no que acontece na Europa, onde já estão trabalhando em níveis mais rigorosos do que o Euro 6 estabelece. As tecnologias ainda vão conviver juntas, a eletrificação e a combustão”, afirmou Barros.

No Brasil, a Scania oferece timidamente, desde 2024, o caminhão elétrico 30 G 4×2 com autonomia estimada em 250 quilômetros. Há também chassis de ônibus a bateria.

A marca oferece ainda as opções movidas a gás natural, que podem ser abastecidas com biometano de origem renovável.

noticia por : UOL

O ano era 2021. A Scania lançava na Europa o motor Super nas versões de 11 e de 13 litros, considerado naquele momento como a última plataforma a diesel da companhia.

Assim como outras empresas, a montadora sueca se via em meio às pressões da eletrificação total dos veículos pesados. Entretanto, a menor capacidade de carga, os custos envolvidos, as dificuldades de infraestrutura e a baixa autonomia dos produtos a bateria foram determinantes para mudar o que se esperava do futuro.

Nesse contexto, surgiu a necessidade de dar sobrevida aos antigos motores a diesel, o que exigiu criatividade do departamento de engenharia. Para isso, a empresa passou a usar inteligência artificial no desenvolvimento das soluções.

A Scania exibiu na última semana as inovações que surgiram durante o processo de desenvolvimento. Em evento realizado na fábrica de São Bernardo do Campo (ABC), a empresa apresentou a evolução da motorização Super aplicada em um chassi de ônibus rodoviário.

Para consumir até 8% menos diesel do que a plataforma mais antiga, o motor recebeu melhorias como um avançado sistema de injeção de combustível e de óleo lubrificante por spray, além de um cabeçote que aguenta maiores pressões de combustão.

Mas a montadora teve que explorar mais o conjunto para obter ganhos perceptíveis de eficiência na aplicação rodoviária do chassi de ônibus. É aí que as ferramentas de IA entraram no processo de desenvolvimento, colaborando com o gerenciamento dos recursos do veículo.

De acordo com Eronildo Barros, diretor-geral das operações comerciais da montadora no país, a inteligência artificial permitiu a sobrevida ao conjunto mecânico a diesel, que ainda pode ser muito explorado pela companhia. A tecnologia revitalizou os sistemas eletrônicos que controlam as principais atividades do motor, com o objetivo de diminuir o consumo de combustível.

“A IA nos ajuda muito hoje. Essa tecnologia está por trás de toda a gestão dos sistemas de nossos produtos, da lubrificação e comandos mecânicos à integração das engrenagens. É essa arquitetura eletrônica que dá suporte ao funcionamento do veículo como um todo”, disse o executivo.

A gestão mencionada por Barros atua, por exemplo, no sistema que reaproveita partes do diesel que normalmente ficariam escondidas no fundo do tanque, no duplo comando de válvulas (DOHC) e no sistema de injeção e nebulização de Arla 32, solução de ureia em água desmineralizada usada nos veículos a diesel para reduzir a emissão de óxidos de nitrogênio.

Barros acredita que a IA abriu espaço para novas formas de se explorar a plataforma diesel. A tecnologia trouxe possibilidades para uma ideia secular que, em dado momento, pareceu que seria definitivamente enterrada pela eletrificação.

“Se pensarmos em veículos definidos por software, ou sistemas veiculares controlados por linhas de programação, a inteligência artificial acelera muito o desenvolvimento de novos produtos e também o aperfeiçoamento dos que já existem, como ocorreu com o motor Super”, disse o diretor da Scania.

Para a montadora, outro fator que poderá alongar a vida dos motores a diesel no mercado é a evolução do combustível, que hoje é melhor do que na época em que a linha Super foi lançada.

“O diesel também está cada vez mais eficiente. Daqui para frente, os ganhos futuros que poderemos obter em plataformas de motor a combustão vão envolver combustíveis melhores e conjuntos com melhor aproveitamento energético e maior controle eletrônico de atividades”, disse Barros.

Essa possibilidade de se fazer mais com motores diesel, segundo o executivo da Scania, pode auxiliar a empresa a atender futuras regulamentações que envolvam eficiência e nível de emissões sem que sejam necessários investimentos muito altos para isso.

“Temos que nos espelhar no que acontece na Europa, onde já estão trabalhando em níveis mais rigorosos do que o Euro 6 estabelece. As tecnologias ainda vão conviver juntas, a eletrificação e a combustão”, afirmou Barros.

No Brasil, a Scania oferece timidamente, desde 2024, o caminhão elétrico 30 G 4×2 com autonomia estimada em 250 quilômetros. Há também chassis de ônibus a bateria.

A marca oferece ainda as opções movidas a gás natural, que podem ser abastecidas com biometano de origem renovável.

noticia por : UOL

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