No Doce Maravilha, Caetano Veloso faz show oitentista sob chuva com Emicida

Depois de nove anos, Caetano Veloso e Emicida voltaram a se encontrar nos palcos na noite deste domingo, dia 9. Os músicos se apresentaram juntos no principal show do segundo dia do festival Doce Maravilha, no Jockey Clube do Rio de Janeiro.

Depois de uma tarde que começou com o tempo fechado, Caetano subiu ao palco sob forte chuva. Três anos antes, na edição de 2023 do festival, o baiano havia enfrentado um problema parecido. Na ocasião, de temporal bem pior, sua apresentação atrasou horas por causa de um temporal.

Se na edição de 2023 Caetano dedicou seu show ao cinquentenário de “Transa”, em 2026 foi a vez da fase oitentista de sua obra. Oito músicos o acompanhavam, incluindo Pretinho da Serrinha na percussão, Alberto Continentino no baixo e Lucas Nunes na guitarra e direção musical do show.

Com repertório desacelerado, Caetano passou por faixas como “Branquinha”, de “Estrangeiro” (1989), “Podres Poderes”, de “Velô” (1984), e “Eclipse Oculto”, de “Uns” (1983), além dos tradicionais sucessos dos shows “Gente”, “Sozinho” e “Divino, Maravilhoso”, do disco de estreia de Gal Costa.

Antes de convidar Emicida ao palco, Caetano falou sobre a felicidade de estar junto de “um dos acontecimentos mais importantes da cultura brasileira recente”. O rapper avisou que trouxe a garoa de São Paulo porque São Pedro queria vivenciar esse encontro.

A parceria dos dois não é nova. Caetano participou de duas faixas com Emicida –”Baiana”, do disco “Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa…”, de 2015— e uma regravação de “Haiti”.

Além disso, eles dividiram o palco anteriormente. A primeira vez veio na área externa do Auditório Ibirapuera, em 2013. Aos 27 anos, Emicida dividiu o microfone com Rael e convidou Caetano Veloso para “O Hip-Hop É Foda”.

Quatro anos depois, em 2017, Emicida convidou novamente Caetano para se juntar à celebração dos dez anos de seu primeiro single “Triunfo”, em DVD que conta com Vanessa da Mata, Pitty e Karol Conká.

Agora era a vez do baiano convidar Emicida para se juntar à sua apresentação, que encheu o espaço do palco principal do Jockey Clube Brasileiro, entre cabelos molhados e os capuzes de plástico das capas de chuva distribuídas pouco antes do último show.

Emicida admitiu fingir normalidade e agradeceu a Caetano pela inspiração artística que foi base para suas linhas. Ele diz que sonhava em fazer um rap mais parecido com o som brasileiro do que com o americano.

Juntos, os artistas cantaram “Baiana”, “Haiti” e “Outras Palavras”, além de reeditarem o momento com “A Bossa Nova É Foda” e “O Hip-Hop É Foda”. Ao fim do show, Emicida voltou para cantar o samba-enredo “É Hoje” e Caetano se despediu com “Odara”.

A artista espanhola Rosalía, que se apresenta no Rio nesta segunda-feira, assistiu o show da plateia.

A programação contou, ainda, com apresentações do Falamansa, e shows de Sandra Sá, celebrando 40 anos de seu disco de 1986, e de Paralamas do Sucesso, celebrando os mesmos 40 anos de “Selvagem?”, em show que antecipa a apresentação marcada para o C6 no Rock, que chega ao Ibirapuera nos dias 22 e 23 de agosto.

Antes da chuva, a histórica banda de Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone agitou com o álbum na íntegra, puxado por sucessos como “A Novidade”, famosa também pela gravação de Gilberto Gil —que também assina a composição da faixa—, “Alagados” e “Melô do Marinheiro”, com momentos de brilho solo de Herbert em “Lanterna dos Afogados” e Bi Ribeiro com seu baixo clássico do reggae.

Outra que celebrou o aniversário de 40 anos de gravação foi Sandra Sá, que trouxe no repertório um pot-pourri de seus grandes sucessos de outros álbuns, como “Vale Tudo”, de 1983, e faixas de Djavan e Ivan Lins, além da clássica “Bye Bye Tristeza” e “Olhos Coloridos”, maior sucesso do álbum de 1986.

noticia por : UOL

Depois de nove anos, Caetano Veloso e Emicida voltaram a se encontrar nos palcos na noite deste domingo, dia 9. Os músicos se apresentaram juntos no principal show do segundo dia do festival Doce Maravilha, no Jockey Clube do Rio de Janeiro.

Depois de uma tarde que começou com o tempo fechado, Caetano subiu ao palco sob forte chuva. Três anos antes, na edição de 2023 do festival, o baiano havia enfrentado um problema parecido. Na ocasião, de temporal bem pior, sua apresentação atrasou horas por causa de um temporal.

Se na edição de 2023 Caetano dedicou seu show ao cinquentenário de “Transa”, em 2026 foi a vez da fase oitentista de sua obra. Oito músicos o acompanhavam, incluindo Pretinho da Serrinha na percussão, Alberto Continentino no baixo e Lucas Nunes na guitarra e direção musical do show.

Com repertório desacelerado, Caetano passou por faixas como “Branquinha”, de “Estrangeiro” (1989), “Podres Poderes”, de “Velô” (1984), e “Eclipse Oculto”, de “Uns” (1983), além dos tradicionais sucessos dos shows “Gente”, “Sozinho” e “Divino, Maravilhoso”, do disco de estreia de Gal Costa.

Antes de convidar Emicida ao palco, Caetano falou sobre a felicidade de estar junto de “um dos acontecimentos mais importantes da cultura brasileira recente”. O rapper avisou que trouxe a garoa de São Paulo porque São Pedro queria vivenciar esse encontro.

A parceria dos dois não é nova. Caetano participou de duas faixas com Emicida –”Baiana”, do disco “Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa…”, de 2015— e uma regravação de “Haiti”.

Além disso, eles dividiram o palco anteriormente. A primeira vez veio na área externa do Auditório Ibirapuera, em 2013. Aos 27 anos, Emicida dividiu o microfone com Rael e convidou Caetano Veloso para “O Hip-Hop É Foda”.

Quatro anos depois, em 2017, Emicida convidou novamente Caetano para se juntar à celebração dos dez anos de seu primeiro single “Triunfo”, em DVD que conta com Vanessa da Mata, Pitty e Karol Conká.

Agora era a vez do baiano convidar Emicida para se juntar à sua apresentação, que encheu o espaço do palco principal do Jockey Clube Brasileiro, entre cabelos molhados e os capuzes de plástico das capas de chuva distribuídas pouco antes do último show.

Emicida admitiu fingir normalidade e agradeceu a Caetano pela inspiração artística que foi base para suas linhas. Ele diz que sonhava em fazer um rap mais parecido com o som brasileiro do que com o americano.

Juntos, os artistas cantaram “Baiana”, “Haiti” e “Outras Palavras”, além de reeditarem o momento com “A Bossa Nova É Foda” e “O Hip-Hop É Foda”. Ao fim do show, Emicida voltou para cantar o samba-enredo “É Hoje” e Caetano se despediu com “Odara”.

A artista espanhola Rosalía, que se apresenta no Rio nesta segunda-feira, assistiu o show da plateia.

A programação contou, ainda, com apresentações do Falamansa, e shows de Sandra Sá, celebrando 40 anos de seu disco de 1986, e de Paralamas do Sucesso, celebrando os mesmos 40 anos de “Selvagem?”, em show que antecipa a apresentação marcada para o C6 no Rock, que chega ao Ibirapuera nos dias 22 e 23 de agosto.

Antes da chuva, a histórica banda de Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone agitou com o álbum na íntegra, puxado por sucessos como “A Novidade”, famosa também pela gravação de Gilberto Gil —que também assina a composição da faixa—, “Alagados” e “Melô do Marinheiro”, com momentos de brilho solo de Herbert em “Lanterna dos Afogados” e Bi Ribeiro com seu baixo clássico do reggae.

Outra que celebrou o aniversário de 40 anos de gravação foi Sandra Sá, que trouxe no repertório um pot-pourri de seus grandes sucessos de outros álbuns, como “Vale Tudo”, de 1983, e faixas de Djavan e Ivan Lins, além da clássica “Bye Bye Tristeza” e “Olhos Coloridos”, maior sucesso do álbum de 1986.

noticia por : UOL

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