Candidatura de Carlos divide bolsonarismo em SC e expõe limite do sobrenome

A hipótese mais provável é que o movimento acompanha uma tendência nacional: a construção de uma direita sem os Bolsonaro. Colegas de partido e aliados apontam que Campagnolo aposta na derrota de Carlos para justificar o rompimento com o argumento do “eu avisei” e chegar à próxima disputa como a liderança que preservou capital próprio.

A única coisa que eu fiz foi discordar de uma estratégia ruim [Carlos como candidato ao Senado de SC]. O presidente Bolsonaro está preso. Será que ninguém admite que, se ele está preso, é porque tiveram diversas estratégias ruins, além de toda a perseguição do sistema?
Ana Campagnolo, em uma live com a deputada Júlia Zanatta (PL-SC) em 7 de novembro de 2025

Carlos já acusou aliados de traição. Em abril, publicou no X um texto sobre um “grupelho” que tentaria, “de dentro para fora”, “usurpar, vilipendiar, calar e assassinar Jair Bolsonaro, objetivando capturar sua base, seus eleitores e sua identidade popular”.

Segundo colegas de partido, o recado tinha dois destinatários: Campagnolo e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Dois dias após o atrito com Flávio, na terça-feira (11), ela publicou um vídeo ao lado de Ferreira. “O presente pode ser desafiador, mas eu e o Nikolas acreditamos em uma nova geração que mudará os rumos do país se agir unida e organizada”, diz na peça.

O PL fechou chapa pura ao Senado, com Carlos e Carol, mas a eleição do filho do ex-presidente é vista como incerta. Dentro do partido, as fichas estão mais em Carol e em Amin. Na pesquisa Atlas/Intel, publicada em abril, De Toni está na liderança com 30,7%, à frente de Amin (20,1%) e de Carlos (18,3%). O filho do ex-presidente tinha 43,6% de rejeição, a quarta maior.

Nos bastidores, Carlos vê com reserva a própria companheira de chapa. O clima de proximidade exibido nas convenções (Flávio chegou a chamá-los de “dupla Car-Car”) é descrito por interlocutores como uma encenação. A desconfiança do 02 aumentou depois de uma agenda conjunta de Ana Campagnolo e De Toni em Itajaí, no início de agosto. No encontro, Campagnolo subiu o tom contra Seif e fugiu de um vídeo no qual o nome de Carlos é citado. O vídeo curto, que repercutiu no estado, mostra ela ao lado de Carol e do candidato Rubens Angioletti (PL), Quanto Carlos é citado, ela prontamente abandona a gravação.

noticia por : UOL

A hipótese mais provável é que o movimento acompanha uma tendência nacional: a construção de uma direita sem os Bolsonaro. Colegas de partido e aliados apontam que Campagnolo aposta na derrota de Carlos para justificar o rompimento com o argumento do “eu avisei” e chegar à próxima disputa como a liderança que preservou capital próprio.

A única coisa que eu fiz foi discordar de uma estratégia ruim [Carlos como candidato ao Senado de SC]. O presidente Bolsonaro está preso. Será que ninguém admite que, se ele está preso, é porque tiveram diversas estratégias ruins, além de toda a perseguição do sistema?
Ana Campagnolo, em uma live com a deputada Júlia Zanatta (PL-SC) em 7 de novembro de 2025

Carlos já acusou aliados de traição. Em abril, publicou no X um texto sobre um “grupelho” que tentaria, “de dentro para fora”, “usurpar, vilipendiar, calar e assassinar Jair Bolsonaro, objetivando capturar sua base, seus eleitores e sua identidade popular”.

Segundo colegas de partido, o recado tinha dois destinatários: Campagnolo e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Dois dias após o atrito com Flávio, na terça-feira (11), ela publicou um vídeo ao lado de Ferreira. “O presente pode ser desafiador, mas eu e o Nikolas acreditamos em uma nova geração que mudará os rumos do país se agir unida e organizada”, diz na peça.

O PL fechou chapa pura ao Senado, com Carlos e Carol, mas a eleição do filho do ex-presidente é vista como incerta. Dentro do partido, as fichas estão mais em Carol e em Amin. Na pesquisa Atlas/Intel, publicada em abril, De Toni está na liderança com 30,7%, à frente de Amin (20,1%) e de Carlos (18,3%). O filho do ex-presidente tinha 43,6% de rejeição, a quarta maior.

Nos bastidores, Carlos vê com reserva a própria companheira de chapa. O clima de proximidade exibido nas convenções (Flávio chegou a chamá-los de “dupla Car-Car”) é descrito por interlocutores como uma encenação. A desconfiança do 02 aumentou depois de uma agenda conjunta de Ana Campagnolo e De Toni em Itajaí, no início de agosto. No encontro, Campagnolo subiu o tom contra Seif e fugiu de um vídeo no qual o nome de Carlos é citado. O vídeo curto, que repercutiu no estado, mostra ela ao lado de Carol e do candidato Rubens Angioletti (PL), Quanto Carlos é citado, ela prontamente abandona a gravação.

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