William Lopes da Silva Júnior
O Estadão busca contato com a defesa dos citados. O espaço está aberto.
Segundo a Promotoria, os acusados teriam “agido em concurso de pessoas entre si e com outros indivíduos ainda não identificados, integraram, promoveram e financiaram, pessoalmente, organização criminosa constituída pela associação de mais de quatro pessoas, estruturalmente ordenada e com divisão de tarefas, voltada à prática de infrações penais com penas superiores a quatro anos – notadamente adulteração de combustíveis, falsidades documentais, fraudes contra o consumo e crimes fiscais -, e mantinham conexão com outras organizações criminosas independentes”. Juntos, teriam angariado R$ 2.978.086.957,29 com o esquema.
Na denúncia de 189 páginas, os promotores destacam que o esquema envolvia a importação irregular e a adulteração de combustíveis – incluindo o uso fraudulento de nafta petroquímica -, além da simulação de compras e de expressiva sonegação de tributos.
Os suspeitos, segundo a acusação, “ocultaram e dissimularam a natureza, origem, localização, disposição, movimentação e propriedade de bens, direitos e valores provenientes de infrações penais, notadamente adulteração de combustíveis, falsidades documentais, fraudes contra o consumo e crimes fiscais, mediante a interposição de pessoas jurídicas de fachada, a concentração de pagamentos em instituição de pagamento sem os controles do sistema financeiro tradicional e a utilização de fundos de investimento em direitos creditórios estruturados sem lastro econômico real, disponibilizados como infraestrutura de lavagem a diferentes organizações criminosas, circunstância que reforça a profissionalização e a habitualidade da conduta”.
“Assim, os denunciados inseriram, sob aparência lícita, valores ilícitos e milionários no mercado formal, incompatíveis com os rendimentos por eles declarados ao fisco, de forma reiterada no âmbito do exercício da atividade econômica e por intermédio de organização criminosa”, pontua a denúncia.
noticia por : UOL


