Entre o final de julho e meados de agosto, outro período de clima extremo, foram registradas aproximadamente 4 mil mortes relacionadas ao calor. Pessoas com 75 anos ou mais foram as mais afetadas, aponta o relatório semanal do RKI.
Recorde anterior era de 2018
De acordo com o Instituto Robert Koch, antes do verão deste ano, considerado o mais letal, o recorde anterior era de 2018, com 8,9 mil óbitos na Alemanha, país mais populoso da União Europeia, com 82 milhões de habitantes.
A escala de mortes atribuídas às altas temperaturas é baseada em métodos estatísticos, comparando o número de falecimentos que ocorreram durante semanas de verão com e sem ondas de calor. O calor em si não pode ser listado como causa de morte em certidões de óbito e, portanto, não aparece nas estatísticas de mortalidade.
Na maioria dos casos, é uma combinação de altas temperaturas e condições preexistentes, como doenças cardiovasculares, pulmonares ou renais, que leva à morte. É por isso que se usa o termo “mortes relacionadas ao calor”.
Debate na esfera política alemã
Essas ondas de calor, intensificadas devido às atividades humanas, afetaram toda a Europa. Diante deste cenário, na terça-feira (25), o chanceler alemão, Friedrich Merz, defendeu seu compromisso com o combate às mudanças climáticas. Entretanto, após um seminário governamental de dois dias, nenhuma nova medida foi anunciada nessa área.
noticia por : UOL