O policial militar Vinícius Costa Silva foi preso temporariamente na tarde desta segunda-feira (7), um dia após sua mulher ter sido encontrada morta com um tiro na cabeça na casa onde moravam, em Embu das Artes, região metropolitana de São Paulo.
O PM afirmou em depoimento que ela cometeu suicídio, versão contestada pela família da vítima e sobre a qual a Polícia Civil afirma haver “dúvida razoável”. O caso é tratado como morte suspeita.
A Folha busca a defesa dele.
Larissa Cruz Morata, 29, estava caída no banheiro da casa quando autoridades chegaram ao local, por volta das 11h. A arma do PM estava embaixo do corpo dela e foi apreendida pela polícia. Também foram recolhidos o coldre, o carregador, munições e o estojo de um disparo.
Foi Vinícius quem acionou a Polícia Militar. Ele afirmou aos agentes que encontrou a mulher morta ao acordar. O PM disse em depoimento que ele e Larissa haviam conversado sobre o fim do relacionamento horas antes e negou envolvimento na morte.
Segundo ele, a mulher sabia onde a arma era guardada.
A irmã do policial, que esteve no imóvel horas antes, relatou ter presenciado uma discussão entre o casal sobre o fim do relacionamento.
Familiares afirmaram à polícia que Larissa vivia uma fase feliz e não teria motivo para tirar a própria vida. Segundo parentes, ela ligou para a avó entre 8h e 9h e disse que havia terminado o relacionamento e estava arrumando as coisas para deixar a casa com o filho, de 2 anos.
Uma familiar afirmou que era possível ouvir, ao fundo da ligação, sons de outras pessoas dentro da residência.
Larissa deixa o filho, que morava com o casal e está sob os cuidados da família materna. O corpo foi enterrado nesta segunda-feira (7), no cemitério Valle dos Reis, em Taboão da Serra.
A Secretaria de Segurança Pública estadual disse que a polícia “realizou perícia no local e foram requisitados exames periciais nas mãos da vítima e do marido, além de exames balísticos na arma apreendida e análises dos demais vestígios coletados”.
*Com informações do UOL
noticia por : UOL


