Tarcísio aciona Justiça contra críticas de candidatos do PSOL nas redes sociais

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), acionou a Justiça Eleitoral contra candidatos de esquerda por publicações com críticas à sua gestão nas redes sociais. Em dois dos casos, conseguiu decisões liminares para suspender anúncios pagos no Facebook e no Instagram.

As ações foram movidas contra o deputado estadual Carlos Giannazi e Luciene Cavalcante e contra a deputada federal Sâmia Bomfim, todos do PSOL. As publicações criticavam Tarcísio por temas como a privatização da Sabesp, pedágios, concessões de parques e a política de livros didáticos nas escolas estaduais.

No caso de Giannazi, o TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) determinou a suspensão do impulsionamento de quatro anúncios em até 24 horas, sob pena de multa de R$ 1.000 por dia, limitada a 30 dias.

Os anúncios criticavam Tarcísio por temas como a privatização da Sabesp, os pedágios, as concessões de parques estaduais e a política de livros didáticos. A Justiça não determinou a retirada das publicações das redes sociais, mas apenas a interrupção do impulsionamento pago.

“O governo aumentou o feminicídio, a educação pública está destruída, aumentou a insegurança pública no estado. Um governo que só tem privatizações, terceirizações para oferecer, déficit orçamentário de R$ 12 bilhões na educação, privatização da Sabesp, dos parques estaduais, da CPTM, pedágios. Essa é a cara desse governo. Ele não tolera ser criticado”, disse Giannazi.

Em outra ação, Tarcísio conseguiu suspender o impulsionamento de dois anúncios publicados por Luciene. As peças diziam que o governador era “inimigo da educação” e criticavam medidas adotadas por sua gestão na área.

O MPF (Ministério Público Federal) se manifestou de forma contrária à decisão, afirmando que a publicação não veiculava fato inverídico, e sim discutia assuntos noticiados pela imprensa.

As peças diziam que o governador era “inimigo da educação” e criticavam medidas adotadas por sua gestão na área.

“O Tarcísio está desesperado para tentar esconder todo o horror e desmonte que tem feito contra a maior rede de educação do nosso país. E é por isso que, através de brechas na legislação, ele está tentando silenciar e perseguir o nosso coletivo, que tem resistido junto com os profissionais da educação”, afirma Luciene.

Tarcísio também entrou com uma ação contra Sâmia por uma publicação de agosto. Na postagem, a deputada criticou o governador após um episódio envolvendo uma dirigente de ensino que recomendou biografias de Hitler e Mussolini. O caso foi revelado pela coluna e logo após a servidora foi afastada

Sâmia afirmou na publicação que “agora Tarcísio quer pregar ideias nazistas e fascistas em sala de aula”.

A campanha de Tarcísio pediu a suspensão da publicação e direito de resposta. A Justiça Eleitoral, porém, negou a liminar. Na decisão, o juiz afirmou que o episódio que deu origem à postagem de Sâmia havia de fato ocorrido e que ainda seria necessário analisar o contexto da publicação para definir se houve divulgação de informação sabidamente falsa ou apenas uma crítica política.

O processo ainda não foi julgado.

com DIEGO ALEJANDRO, JULLIA GOUVEIA e KARINA MATIAS


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noticia por : UOL

quinta-feira, 17, setembro , 2026 10:04
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