Stevie Wonder lembra força de 'Songs in the Key of Life' com EP de faixas inéditas

No aniversário de 50 anos do álbum “Songs in the Key of Life”, na última segunda-feira, Stevie Wonder surpreendeu ao soltar um novo EP com quatro faixas inéditas das sessões originais —”It’s Easier”, “My Life Story of Love”, “I Can See the Sun in Late December” e “I’m Livin’”—, além de anunciar uma turnê em que tocará o disco na íntegra. Os shows vão começar no Reino Unido, em 13 de outubro, passando por vários países da Europa e terminando em Los Angeles, em 19 de dezembro.

Mas, para entender a dimensão da notícia e desse trabalho na sua carreira, é preciso voltar no tempo. Em 13 de maio de 1971, Stevie Wonder completou 21 anos. Dez dias antes, havia lançado seu 13º disco de estúdio pela gravadora Motown, “Where I’m Coming From”. Wonder era contratado da gravadora desde os 11 anos e, aos 12, lançou seu primeiro trabalho lá, “The Jazz Soul of Little Stevie”.

“Where I’m Coming From” era o último disco de Wonder no contrato com a Motown. Agora maior de idade, o prodígio disse ao dono da gravadora, o poderoso Berry Gordy, que assinaria com outro selo que lhe desse total liberdade artística. Gordy ficou desesperado. Wonder aproveitou a ocasião para renegociar seu acordo: daquele momento em diante, nem a Motown nem ninguém teriam nenhum controle sobre os discos dele.

O que Stevie Wonder fez nos anos seguintes foi um assombro —uma sequência de quatro obras-primas absolutas da black music, com “Music of My Mind”, “Talking Book”, ambos de 1972, “Innervisions”, de 1973, e “Fulfillingness’ First Finale”, de 1974.

Não havia um artista no planeta lançando tantos discos importantes em tão pouco tempo. O domínio de Wonder nas listas de melhores álbuns do ano era tamanho que ele ganhou dois troféus do Grammy seguidos de melhor álbum do ano, por “Innervisions” e “Fulfillingness’ First Finale”.

Em 1975, quando Paul Simon venceu por “Still Crazy After All These Years”, disse: “Queria agradecer a Stevie Wonder por não ter lançado um disco esse ano!”

No ano seguinte, Stevie Wonder lançou um disco —e não um qualquer. Era “Songs in the Key of Life”, um álbum duplo que ainda vinha, em algumas edições originais, com um EP com mais quatro faixas. No total, o trabalho tinha 21 músicas e uma hora e 44 minutos de duração total. Trazia pérolas como “Isn’t She Lovely”, “Sir Duke”, “Love’s in Need of Love Today”, “Knocks Me Off My Feet”, “I Wish” e “Pastime Paradise”.

Para muitos, foi a grande obra da carreira de Stevie Wonder. Naquele ano não teve para Paul Simon e Wonder ganhou seu terceiro Grammy de melhor álbum. Curiosamente, os dois são os únicos artistas, além de Frank Sinatra, a vencer três estatuetas nesta categoria.

“Nós vivemos com ‘Songs in the Key of Life’ por 50 anos, mas ainda há mais para escutar”, disse Wonder em um comunicado à imprensa. “Não incluímos essas músicas no álbum na época, mas elas foram parte do que eu estava sentindo e descobrindo enquanto gravava. Elas me trazem de volta para aquela época da minha vida e agora farão parte das vidas de vocês.”

“It’s Easier” é uma faixa dançante com um refrão que cola na memória à primeira audição: “É mais fácil dizer ‘amor, tchau’/ Do que andar por aí com um coração que quer chorar”. “My Life Story of Love” e “I Can See The Sun In Late December” são daquelas baladas românticas que Wonder fez como ninguém e que nos bailes tocavam na hora em que baixavam as luzes.

O EP encerra com a animada “I’m Into Livin’”, que fala de um ex-amante inveterado que finalmente encontra a mulher de sua vida. Fazendo um exercício de futurologia, nenhuma das quatro faixas entrará em uma lista dos grandes feitos musicais da carreira de Stevie Wonder —mas qualquer uma delas seria destaque no álbum de qualquer outro artista.

noticia por : UOL

No aniversário de 50 anos do álbum “Songs in the Key of Life”, na última segunda-feira, Stevie Wonder surpreendeu ao soltar um novo EP com quatro faixas inéditas das sessões originais —”It’s Easier”, “My Life Story of Love”, “I Can See the Sun in Late December” e “I’m Livin’”—, além de anunciar uma turnê em que tocará o disco na íntegra. Os shows vão começar no Reino Unido, em 13 de outubro, passando por vários países da Europa e terminando em Los Angeles, em 19 de dezembro.

Mas, para entender a dimensão da notícia e desse trabalho na sua carreira, é preciso voltar no tempo. Em 13 de maio de 1971, Stevie Wonder completou 21 anos. Dez dias antes, havia lançado seu 13º disco de estúdio pela gravadora Motown, “Where I’m Coming From”. Wonder era contratado da gravadora desde os 11 anos e, aos 12, lançou seu primeiro trabalho lá, “The Jazz Soul of Little Stevie”.

“Where I’m Coming From” era o último disco de Wonder no contrato com a Motown. Agora maior de idade, o prodígio disse ao dono da gravadora, o poderoso Berry Gordy, que assinaria com outro selo que lhe desse total liberdade artística. Gordy ficou desesperado. Wonder aproveitou a ocasião para renegociar seu acordo: daquele momento em diante, nem a Motown nem ninguém teriam nenhum controle sobre os discos dele.

O que Stevie Wonder fez nos anos seguintes foi um assombro —uma sequência de quatro obras-primas absolutas da black music, com “Music of My Mind”, “Talking Book”, ambos de 1972, “Innervisions”, de 1973, e “Fulfillingness’ First Finale”, de 1974.

Não havia um artista no planeta lançando tantos discos importantes em tão pouco tempo. O domínio de Wonder nas listas de melhores álbuns do ano era tamanho que ele ganhou dois troféus do Grammy seguidos de melhor álbum do ano, por “Innervisions” e “Fulfillingness’ First Finale”.

Em 1975, quando Paul Simon venceu por “Still Crazy After All These Years”, disse: “Queria agradecer a Stevie Wonder por não ter lançado um disco esse ano!”

No ano seguinte, Stevie Wonder lançou um disco —e não um qualquer. Era “Songs in the Key of Life”, um álbum duplo que ainda vinha, em algumas edições originais, com um EP com mais quatro faixas. No total, o trabalho tinha 21 músicas e uma hora e 44 minutos de duração total. Trazia pérolas como “Isn’t She Lovely”, “Sir Duke”, “Love’s in Need of Love Today”, “Knocks Me Off My Feet”, “I Wish” e “Pastime Paradise”.

Para muitos, foi a grande obra da carreira de Stevie Wonder. Naquele ano não teve para Paul Simon e Wonder ganhou seu terceiro Grammy de melhor álbum. Curiosamente, os dois são os únicos artistas, além de Frank Sinatra, a vencer três estatuetas nesta categoria.

“Nós vivemos com ‘Songs in the Key of Life’ por 50 anos, mas ainda há mais para escutar”, disse Wonder em um comunicado à imprensa. “Não incluímos essas músicas no álbum na época, mas elas foram parte do que eu estava sentindo e descobrindo enquanto gravava. Elas me trazem de volta para aquela época da minha vida e agora farão parte das vidas de vocês.”

“It’s Easier” é uma faixa dançante com um refrão que cola na memória à primeira audição: “É mais fácil dizer ‘amor, tchau’/ Do que andar por aí com um coração que quer chorar”. “My Life Story of Love” e “I Can See The Sun In Late December” são daquelas baladas românticas que Wonder fez como ninguém e que nos bailes tocavam na hora em que baixavam as luzes.

O EP encerra com a animada “I’m Into Livin’”, que fala de um ex-amante inveterado que finalmente encontra a mulher de sua vida. Fazendo um exercício de futurologia, nenhuma das quatro faixas entrará em uma lista dos grandes feitos musicais da carreira de Stevie Wonder —mas qualquer uma delas seria destaque no álbum de qualquer outro artista.

noticia por : UOL

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