Como o novo Senado de maioria conservadora vai transformar o STF

O impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal marcou a campanha para o Senado e continua sendo assunto após a eleição de domingo (4). Mas a maioria conservadora que venceu nas urnas pode mudar a Corte mesmo sem tirar ninguém de lá — e, numa virada histórica, definir seus rumos por décadas.

Nos próximos quatro anos, três ministros terão de deixar o STF ao completar 75 anos. Luiz Fux sai em abril de 2028 e Cármen Lúcia, no mesmo mês do ano seguinte. Gilmar Mendes fica até dezembro de 2030, quase na passagem de um governo para outro (seu sucessor será escolhido nessa reta final ou no mandato seguinte).

Há ainda uma cadeira vazia: a de Luís Roberto Barroso, que segue sem substituto após a rejeição de Jorge Messias. Lula ainda tem tempo para preencher essa vaga neste ano, mas as chances de conseguir o aval do Senado são consideradas muito baixas.

É aí que os senadores entram em cena. O presidente diz quem quer no Supremo, mas eles têm a palavra final. Para aprovar um ministro, bastam 41 votos. E a direita saiu da eleição com mais da metade das 81 cadeiras no Senado.