“Chegou a hora de a onça beber água” — José Guimarães (PT-CE), o “Capitão Cueca”, líder do Governo na Câmara, sobre Lula ir para o enfrentamento no segundo turno. Segundo testemunhas, Guimarães disse isso vestindo uma cueca de oncinha e segurando uma garrafa de Perrier.
“125 milhões de pessoas votaram hoje no primeiro turno das eleições na Índia [sic]” — Donald Trump, cometendo gafe ao postar sobre as eleições brasileiras. Trump aprendeu geografia com quem? Cristóvão Colombo em pessoa?
“Adolf Hitler sorri no inferno” — Marcelo Adnet, suposto humorista, citando Racionais MC’s após a onda de direita no primeiro turno. É a primeira vez em anos que o Adnet vê alguém dar uma risada.
“A sociedade quer novas ideias e um caminho diferente. Quer reconexão. E reconexão é Flávio” — Michel Temer, ex-presidente preso pela Lava Jato, declarando apoio a Flávio Bolsonaro. Não sei a qual sociedade o Temer se refere, mas, quando se trata dele, a gente prefere mesmo é a desconexão.
“Eu percebo algo muito estranho no ar. Algo nunca visto” — Soraya Thronicke (PODE-MS), senadora, após derrota nas urnas. Deve ser o cheiro de desinfetante.
“Tenho dificuldade de entender essa euforia” — Dario Durigan, ministro da Fazenda, após a disparada do Ibovespa e a queda do dólar com vitória de Flávio Bolsonaro. A euforia é exatamente porque vai entrar alguém que entende.
“Não vai ter dinheiro para show de Madonna” — Douglas Ruas (PL-RJ), governador eleito do Rio de Janeiro, prometendo o fim da farra com o dinheiro público. A extrema direita ainda nem tomou posse e já acabou com o primeiro direito LGBT. Tempos sombrios.
“Se domingo a gente tiver 3% eu renuncio ao meu mandato” — Kim Kataguiri (Missão-SP), deputado federal, otimista com o desempenho de Renan Santos, que terminou com apenas 2,24% dos votos. Como Renan não chegou aos 3%, Kim não renunciou. É o MBL fracassando com sucesso!
A Semana do Janjo
“O do Lula foi por fora, foi errado. O do Flávio foi patrocínio” — Daniel Vorcaro, em áudio em que admite pagamentos para filmes de Lula e Bolsonaro. Com o Painho, o nível é outro: até o caixa 2 é 4D.
“Agora sim é importante ter debate na televisão” — Lula, que fugiu dos debates no primeiro turno, mudando de ideia após surra nas urnas. E não é que o fujão agora faz pose de valente?
“Toda vez que chamarem Lula de ladrão, chamem ele de bandido” — Gleisi Hoffmann (PT-PR), a “amante” da planilha da Odebrecht e candidata derrotada ao Senado, cometendo ato falho em vídeo no qual orienta ataques a Flávio Bolsonaro. Eu achei que o STF tinha proibido chamar de bandido, ladrão, corrupto, chefe de quadrilha, descondenado… mas, se a Gleisi insiste, quem somos nós para contrariar, né?
“O crime organizado, com Flávio Bolsonaro na presidência, vai dominar o Brasil” — Janja Lula da Silva, abrindo a campanha para o segundo turno com vídeo recheado de fake news. Imagine que horror… o presidente subindo morro dominado por facção sem precisar de escolta… o Ministério da Justiça estendendo o tapete vermelho para a Dama do Tráfico… o Itamaraty brigando com os EUA para defender o Comando Vermelho e o PCC de acusações de terrorismo…
“Estamos carregando nas costas a promiscuidade que ficou estabelecida na Suprema Corte” — Lula, sobre os escândalos que engolem o STF. E eu achando que o molusco fosse um animal invertebrado.
“Eu sou muito bom no mata-mata” — Lula, sobre o vale-tudo na campanha para o segundo turno. É bom os rivais abrirem o olho nesse “mata-mata” da política nacional… Celso Daniel, Toninho do PT, Eduardo Campos e Teori Zavascki que o digam…
“Nosso lema é o seguinte: para o trabalhador, a proteção; para o bandido, a prisão” — Lula, mudando o discurso sobre a segurança pública. Daqui a pouco Lula veste uma camisa da seleção brasileira, faz arminha com a mão e sai dizendo que bandido bom é bandido morto, talquei?
“Não briguem com o eleitor. Não falem mal porque o eleitor não votou em mim” — Lula, orientando militantes a moderar o discurso no segundo turno. Ou, como diria a Janja: infelizmente, “fascista” também é gente.
“Temos que discutir com a sociedade os critérios para indicar ministros da Suprema Corte” — Lula, prometendo acabar com a politicagem no STF. Deixe-me adivinhar, os critérios serão: ser advogado pessoal, garoto de recados ou aliado político do presidente?
O Inquérito Impeachment do Fim do Mundo
“Eu que proibi, pô!” — Alexandre de Moraes (STF-SP), esposo da maior jurista da galáxia e ministro do Supremo, ao ser flagrado por jornalistas com o celular na mão antes de votar. Moraes é tão requisitado que não pode largar o celular por um segundo sequer… vai que o Vorcaro manda um áudio desesperado precisando de uma consultoria de emergência, né?
“É evidente que não há espaço algum para diálogo com ditador” — Carlos Jordy (PL-RJ), senador eleito, defendendo o impeachment de Alexandre de Moraes. Até porque, se a direita quisesse alguém para tomar cafezinho com ditador, continuaria votando no Alckmin.
“Nós, juntos, vamos fazer o primeiro impeachment constitucional de um ministro do STF: Alexandre de Moraes!” — Deltan Dallagnol (PL-PR), senador eleito, reforçando promessa de campanha. E vê se capricha no PowerPoint, desta vez.
“Alexandre de Moraes ficou bonzinho de repente? Que curioso… Só digo uma coisa: pra corrupto de toga, sem anistia!” — Marcel van Hattem (NOVO-RS), senador eleito, após Moraes extinguir processos contra jornalistas e relaxar prisões de condenados em seus inquéritos. Sem anistia e sem anestesia!
“Só tem um destino para Alexandre de Moraes: cadeia. Sem anistia!” — Nikolas Ferreira (PL-MG), deputado federal, sobre o futuro do ministro do STF com a nova composição do Senado. Lembrando que cadeia é Bangu 4, não uma salinha da PF com ar-condicionado.
“Algumas vozes moderadas acham que se deveria tentar um acordo com Moraes. Deixá-lo no Supremo enfraquecido, para concentrar o capital político em coisas que interessem mais ao país” — Fábio Zanini, editor da Folha de S.Paulo, especulando sobre uma possível anistia a Moares. Eu, por exemplo, sou favorável a deixar Alexandre de Moraes como juiz. Juiz do rachão entre os Pavilhões 8 e 9.
Memória
“Quiseram matar a jararaca, mas não bateram na cabeça, bateram no rabo… e a jararaca está viva” — Lula, em março de 2016, após ser alvo de condução coercitiva pela Lava Jato. Jararaca é um bicho traiçoeiro, não dá para relaxar, não…
“Não há anistia para quem atenta contra a própria base constitucional que sustenta a República” — Alexandre de Moraes, em setembro de 2024. Apoiado, sem anistia!
noticia por : Gazeta do Povo


