Valas comuns, a última esperança dos sírios na busca por familiares

“Se os médicos legistas investigassem o local, isso ajudaria muitas pessoas a se tranquilizarem e a deixarem de ter esperanças sobre o retorno de um filho que nunca mais voltará”, acrescenta o homem de 55 anos.

“Não são nem uma nem duas nem três pessoas procuradas, mas milhares”, adicionou.

Aleiwi pede aos médicos legistas das organizações internacionais, diante da falta de experiência local, que “abram essas valas comuns para que finalmente possamos saber onde estão nossos filhos”.

Muitos sírios entrevistados nos últimos dias por jornalistas da AFP expressaram sua profunda decepção por não terem conseguido encontrar um familiar nas prisões abertas desde a tomada do poder pelos rebeldes.

A poucos quilômetros de Najha, cerca de dez pessoas, a maioria vestida com uniforme branco, transferem pequenas bolsas para outras maiores, que têm um número.

“Desde a queda do regime, recebemos mais de uma centena de chamadas que nos indicam a presença de valas comuns. As pessoas acham que em cada área militar há uma”, destaca Omar al Salmo, responsável pela Defesa Civil.

noticia por : UOL

segunda-feira, 22, junho , 2026 07:01
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