Com indústria e PMEs, crédito do BNDES atinge recorde de R$ 276,5 bilhões

O montante de R$ 276,5 milhões representa as aprovações de crédito direto e indireto do banco e o volume alavancado por meio de garantias. Do total, R$ 212,6 bilhões se referem a aprovações de crédito e R$ 63,9 bilhões, a garantias para que os agentes pudessem alavancar o crédito, especialmente para micro, pequenas e médias empresas.

Segundo Mercadante, o financiamento para micro, pequenas e médias empresas foi recorde no ano passado. Do total de R$ 156,3 bilhões liberados em 2024 para esse público, R$ 92,4 bilhões são relativos a aprovações e R$ 63,9 bilhões, a garantias, o que representa 119,8% mais do que em 2022, último ano do governo anterior.

Estamos falando de um resultado extraordinário que, seguramente, ajudou a democratizar o acesso ao crédito e a irrigar a retomada do investimento, a geração de emprego e o crescimento da economia.
Aloizio Mercadante, presidente do BNDES

Os números sobre os empréstimos para PMEs mostram que foi cumprida a promessa eleitoral de que, em um terceiro mandato, Lula não repetiria a política de “campeões nacionais” de gestões anteriores do PT. Entre 2007 e 2013, o BNDES injetou cerca de US$ 18 bilhões em um grupo de companhias que incluía Petrobras, JBS e Fibria para transformar essas empresas em grandes players globais. O banco provou que os investimentos deram lucro, mas essa política foi bastante criticada enquanto durou. Em 2013, o idealizador do programa, Luciano Coutinho, que presidiu o BNDES de 2007 a 2016, já havia dito que a estratégia tinha sido encerrada.

Indústria volta a crescer e supera agro

Mercadante afirmou ainda ao UOL que os resultados do BNDES mostram “uma qualidade do crédito disponibilizado” e destacou também o crescimento, entre os beneficiados por empréstimos, da indústria. O setor liderou as aprovações de crédito, o que não acontecia desde 2017.

noticia por : UOL

quinta-feira, 2, julho , 2026 11:40
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