O presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ednaldo Rodrigues, deve ser reconduzido ao cargo em eleições marcadas para esta segunda-feira (24) contando com o amplo apoio das federações estaduais, mantendo uma tradição que vem desde os anos 1980.
As 27 federações de futebol são o fiel da balança para definir o presidente da CBF. Para poder lançar a candidatura, é preciso o apoio de ao menos quatro federações e de quatro clubes das Séries A e B.
Além disso, o voto de cada uma das federações têm peso três nas eleições, contra peso dois dos 20 clubes da Série A e peso um dos 20 clubes da Série B. As federações têm, portanto, 81 pontos, contra 60 dos clubes.
Historicamente, os presidentes angariam apoio suficiente das federações nos meses que precedem a eleição, tornando o pleito uma mera formalidade. Ao lançar sua chapa em busca da reeleição, Ednaldo contou com o apoio das 27 federações e de 26 clubes.
A última vez em que a CBF teve dois concorrentes na disputa foi em 1989, quando Ricardo Teixeira derrotou Nabi Abi Chedid, então vice da CBF.
Ronaldo Nazário até tentou se colocar como adversário de Ednaldo nas eleições deste ano. Ao procurar as federações e encontrar 23 portas fechadas, no entanto, o ex-atacante se viu obrigado a desistir da candidatura.
“Eu sei que é difícil pra caramba, mas eu não imaginava que era impossível”, afirmou Ronaldo em entrevista ao Charla Podcast. “O sistema realmente… Ele não deixa ninguém entrar. Tanto que, historicamente, a CBF nunca teve uma eleição com dois candidatos. Quem está no poder se reelege ou elege o sucessor.”
noticia por : UOL


