O general Mário Fernandes pensou que estivesse pensando quando declarou que a ideia de assassinar Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes não passou de um “pensamento digitalizado”. Na verdade, o general estava apenas confessando em depoimento ao Supremo Tribunal Federal a autoria de um plano homicida impresso e auditável.
Golpista confesso, o general imprimiu o plano Punhal Verde e Amarelo numa máquina do Planalto. Deu-se em 9 de novembro de 2022. Cerca de 40 minutos depois, foi ao Alvorada. Encontrou-se com Bolsonaro. Mera “coincidência”. Jura sobre a bíblia que não compartilhou seus instintos primitivos “com ninguém.” Imprimiu o plano apenas para ler os próprios pensamentos.
Preso desde novembro do ano passado, o general se diz injustiçado. Pede para ser absolvido. Mal comparando, frequenta o enredo da trama golpista num papel parecido com o de um personagem secundário da peça Júlio César, de Shakespeare. Nela, um grupo de plebeus sai à caça dos assassinos de César. Encontram um homem chamado Cinna.
noticia por : UOL


