Macron reúne líderes políticos antes de nomear primeiro-ministro

Esta renúncia agravou a profunda crise aberta em 2024 com um inesperado adiantamento das eleições legislativas, que deixaram uma Assembleia Nacional (Câmara Baixa) sem maiorias e dividida em três blocos: esquerda, centro-direita governante e extrema direita.

O presidente francês então encarregou Lecornu de dialogar com os partidos para verificar se havia possibilidade de nomear um novo governo que garantisse certa estabilidade e pudesse aprovar um orçamento para 2026. Sua resposta foi afirmativa.

A principal missão do próximo governo será apresentar contas que obtenham uma maioria na Assembleia e permitam sanear as finanças públicas, cujo nível de dívida alcançou em junho 115,6% do PIB.

O primeiro-ministro interino recomendou, no entanto, que seus membros não deveriam ter a ambição de se candidatar à eleição presidencial de 2027, para a qual Macron não poderá mais concorrer.

O aviso não é trivial. A queda do último governo ocorreu devido às críticas à composição do gabinete do líder do partido conservador Os Republicanos (LR) e ministro do Interior, Bruno Retailleau, que poderia se candidatar em 2027.

Por enquanto, não se sabe quem o presidente nomeará e quando. O cenário mais especulado é a nova nomeação de Lecornu, que disse “não correr atrás” do cargo, embora também não esteja descartado outro nome, como o do ex-ministro Jean-Louis Borloo.

noticia por : UOL

segunda-feira, 10, agosto , 2026 03:21
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