Mortes: Jornalista tinha o dom para traduzir o cotidiano

Jornalista, publicitária e escritora, Marina Moraes era uma pessoa que tinha facilidade para se comunicar em qualquer mídia, seja na TV, na internet, no rádio ou em jornais. Sua trajetória foi prova disso.

Formada em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, na capital paulista, Marina mostrou seu lado multimídia quando viveu em Nova York (EUA). Durante 12 anos, ela trabalhou como correspondente e colaboradora para emissoras de TV e diversas publicações brasileiras, entre elas, Folha, SBT, Band e TV Cultura.

Na volta ao Brasil, ela atuou como diretora de comunicação para o país e a América Latina das agências de publicidade Leo Burnett e Dentsu.

Mais recentemente, tornou-se cronista quando, morando no Rio de Janeiro, teve uma coluna voltada para mulheres no mercado de trabalho no programa “Elas & Lucros”, da rádio Estadão ESPN. A partir de então, passou a escrever também em um blog e nas redes sociais, mostrando toda sua capacidade de traduzir em palavras as histórias do cotidiano.

Desta fase, ela lançou o livro “Água para as Visitas” (editora Realejo), “extraindo dos personagens do dia a dia historinhas emocionantes, engraçadas, comoventes”, como avaliou o escritor Fernando Morais, seu amigo, na contracapa da obra.

“Marina era hilariante, cômica; desmontava nossos dramas com respostas afiadas. Confidente que ouvia com interesse e respondia com sagacidade, sem nunca julgar os amigos ou o conteúdo do que lhe era revelado. Talvez, penso eu, porque ela já tivesse vivido muitas vidas dentro de uma, e sua sagacidade houvesse decantado, tornando-se sabedoria de vida despojada, límpida”, diz a jornalista Fernanda Godói, sua amiga havia 32 anos.

“Ela era uma pessoa muito alegre, otimista e inteligente. Amiga de todas as pessoas de quem era próxima, e muito engraçada”, lembra o amigo Carlos Eduardo Lins da Silva.

Nascida em São Paulo em 14 de maio de 1960, Marina era a primogênita dos quatro filhos de Candido Motta Pinto de Moraes e Marilda Ferraz Ribeiro de Moraes. Depois nasceram Beatriz, Luciana e Sérgio.

Apesar de ter vivido a maior parte do tempo em São Paulo e em Nova York, Marina também tinha boa relação com Guaxupé, em Minas Gerais, onde a família tem uma fazenda e para onde ela costumava ir.

Marina foi casada três vezes e teve três filhas. Da sua segunda união, com o jornalista Luiz Carlos Azenha, nasceram Luísa, 37, e Manuela, 35, ainda quando moravam nos EUA. Depois teve Laura, 27, em outro relacionamento, com Hélio Vargas, já de volta ao Brasil.

Há pouco mais de um ano ela foi diagnosticada com um câncer e começou a fazer o tratamento. Durante esse tempo, enfrentou períodos de altos e baixos, quando precisou ser internada algumas vezes.

No hospital desde a última terça-feira (14), ela morreu neste sábado (18), aos 65 anos, deixando as três filhas, os três irmãos e uma galeria de amigos.

“Marina era muito alegre, muito agregadora, divertida. Tinha um humor sagaz e era muito empática”, diz a irmã Luciana Ribeiro de Moraes, 61, de quem Marina era sócia da marca de maiô e biquíni Agapanto, desde 2018.

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noticia por : UOL

terça-feira, 11, agosto , 2026 04:24
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