A Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP) e a prefeitura da capital paulista organizaram iniciativas para combater o crime e garantir a segurança das mulheres durante o carnaval.
A preocupação tem base em dados. Segundo pesquisa do Instituto Locomotiva, quase metade (47%) das brasileiras já foram vítimas de assédio no carnaval e 80% têm medo de passar por essa situação. A importunação sexual é caracterizada como toque ou ato libidinoso sem consentimento, como beijo forçado ou mão boba.
Para garantir apoio imediato no carnaval, a OAB/SP ampliou o projeto “OAB Por Elas”. São mais de 360 advogadas voluntárias, com atendimento 24 horas, remoto e presencial, nos principais circuitos de megablocos e no sambódromo. As profissionais estão identificadas e oferecem acolhimento e orientação jurídica gratuita.
“Terão advogadas utilizando a camiseta da Comissão da Mulher Advogada. Essas advogadas farão acolhimento, preencherão essa ficha pode ser presencial ou como eu disse pelos canais e elas serão direcionadas aos órgãos competentes e às autoridades competentes para dar prosseguimento na denúncia”, explica Luciana Maro, conselheira da OAB/SP.
No Sambódromo do Anhembi, a prefeitura de São Paulo reforçou a estrutura de proteção a mulheres e meninas. Durante os desfiles, haverá dois pontos de acolhimento. O atendimento será feito por uma equipe multidisciplinar, com a presença de assistente social, psicóloga e orientadora jurídica.
Ao todo, serão nove pontos espalhados pela cidade. Este é o quarto ano do projeto. A novidade desta edição é o qr code presente nos cartazes de divulgação. Pelo celular, a vítima pode iniciar atendimento antes mesmo de chegar à unidade móvel.
noticia por : UOL


