Um homem de 27 anos, de nacionalidade chinesa, foi preso no Aeroporto Internacional Jomo Kenyatta, em Nairóbi, no Quênia, ao ser flagrado com 2.238 formigas vivas escondidas em sua bagagem. A interceptação ocorreu durante uma inspeção de rotina na última terça-feira (10), quando os agentes de segurança descobriram os insetos acondicionados em tubos de ensaio especializados e rolos de papel, técnica utilizada para garantir a sobrevivência dos animais durante o transporte. O passageiro, identificado como Zhang Kequn, pretendia embarcar em um voo com destino à China.
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De acordo com o Ministério Público do Quênia, a maior parte da carga era composta por rainhas da espécie Messor cephalotes, popularmente conhecida como formiga-colhedora africana. No total, foram contabilizadas 1.948 formigas em recipientes de vidro e cerca de 300 envoltas em papel. A investigação aponta que os espécimes seriam vendidos a colecionadores na Ásia e na Europa, que utilizam estruturas chamadas formicários para observar o comportamento social desses insetos.
O Serviço de Vida Selvagem do Quênia (KWS) alertou que a retirada ilegal de rainhas representa um grave risco ambiental, uma vez que elas são fundamentais para a perpetuação das colônias e para a manutenção da biodiversidade regional. Peritos criminais analisarão os dispositivos eletrônicos do suspeito para mapear possíveis rotas e cúmplices, uma vez que há fortes indícios da atuação de uma rede organizada de tráfico internacional de vida selvagem.
O caso reflete uma mudança nas práticas de biopirataria no país, com contrabandistas voltando as atenções para espécies menores e menos monitoradas. Este não é um episódio isolado na região; em 2025, o Quênia já havia condenado quatro pessoas por esquemas semelhantes envolvendo a exportação ilegal de milhares de insetos. Zhang Kequn permanece detido à disposição da justiça enquanto as autoridades aprofundam as investigações sobre o destino final dos animais.
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noticia por : UOL


