“Era importante assumir o contraponto daquilo que todo mundo conhece e do que se tornou tão familiar há 80 anos. Projetamos ‘O Pequeno Príncipe’ em um universo muito colorido, sem usar o branco”, tão presente nos desenhos de Saint-Exupéry, explicam a britânica Miraphora Mina e Eduardo Lima, os dois criadores do estúdio MinaLima, em entrevista à AFP.
O livro conta com cerca de cem ilustrações, muitas a mais do que o original, que às vezes ocupam páginas duplas, e inclui uma dezena de animações em pop-up.
O estúdio, com sede em Londres, teve “carta branca” da Gallimard, a histórica editora francesa de Saint-Exupéry, que entrou em contato com eles há dois anos, depois de ficar satisfeita com a colaboração nos álbuns de Harry Potter, a famosa saga do aprendiz de feiticeiro escrita por J.K. Rowling.
Readaptações como esta “podem trazer um novo brilho ao texto e facilitar sua transmissão de uma geração para a outra”, afirma Antoine Gallimard, diretor-geral da editora.
“O Pequeno Príncipe”, do MinaLima, conta com uma primeira tiragem de 250.000 exemplares em todo o mundo. Em sua versão original, o livro quebra recordes editoriais há oito décadas: 300 milhões de exemplares foram vendidos, 18 milhões deles na França, segundo a editora. É também a obra mais traduzida, para 650 línguas e dialetos, depois da Bíblia.
– Rabiscos –
Antoine de Saint-Exupéry, conhecido por seus romances “Voo noturno” e “Terre des Hommes”, publicou “O Pequeno Príncipe” em 1943 nos Estados Unidos, onde vivia após a invasão da França pelo Exército alemão.
noticia por : UOL


