Vera considera isso “difícil”, mas “não impossível”. Pode acontecer quando o BCV “tiver reservas internacionais suficientes em dólares em espécie e puder fazer essa conversão dos bolívares para dólares.
Oficializar “um sistema bicambial é mais viável a curto prazo”, avalia Pérez. “É o que temos” na prática.
Os preços na Venezuela são exibidos sem pudor na moeda americana, sobre a qual incide um imposto de 3% nas transações desde 2022. Um dólar oficial e outro paralelo coexistem com uma diferença próxima de 25%, que varia diariamente e inquieta quem se refugia na nota verde como única forma de poupança. Quem os tem “prefere guardá-los”, segundo Vera.
Nas ruas, eles vão desaparecendo aos poucos. Em março, foram contabilizados 3,9 bilhões de dólares (19,5 bilhões de reais) em circulação, frente a 4,3 bilhões em novembro (21,6 bilhões de reais), segundo Oliveros.
Esperanza Suárez só quer “de volta” seu bolívar “forte”, como foi batizado pelo falecido ex-presidente Hugo Chávez. “Eu não concordo com a dolarização”, opina essa vendedora de 72 anos em Sabana Grande, uma área comercial de Caracas. “Por que o dólar? Por quê? Estamos na Venezuela”.
atm/pgf/mbj/nn/jc
noticia por : UOL


