Em nota, a secretaria afirma que tem ampliado canais de denúncia de violência sexual e que “monitora e enfrenta todas as modalidades criminosas, incluindo os casos de latrocínio e estupro mencionados pela reportagem do Estadão, por meio de ações integradas de inteligência, investigação, policiamento ostensivo e atendimento especializado às vítimas”. A pasta afirmou ainda que, a despeito da alta em abril na capital, houve “queda consistente” nos roubos seguidos de morte no primeiro quadrimestre.
“As reduções ocorrem em meio ao reforço das ações conjuntas das polícias Civil e Militar, com intensificação do policiamento ostensivo, operações contra quadrilhas e organizações criminosas, ampliação das investigações e retirada de armas ilegais de circulação. Somente na capital, 951 armas foram apreendidas e mais de 15 mil criminosos foram presos ou apreendidos pelas forças de segurança no período”, acrescenta (mais abaixo).
A alta de estupros na capital paulista em abril consolida uma tendência que já vinha sendo observada ao longo do ano. Nos quatro primeiros meses, houve alta de 7,10% nesse indicador na cidade, com 1.131 ocorrências. Já o Estado apresentou aumento de 2,9%.
Casos recentes chocam pela brutalidade. No fim de abril, a Polícia Civil apreendeu três adolescentes suspeitos de participar de um estupro coletivo de vulneráveis após denúncias sobre vídeos que circulavam pelas redes sociais e mostravam o abuso sexual de duas crianças, uma de 7 e outra de 10 anos. O secretário da Segurança Pública do Estado, Osvaldo Nico Gonçalves, chegou a dizer que não conseguiu ver as imagens até o final em razão da brutalidade.
O caso ocorreu em 21 de abril na comunidade de União de Vila Nova, bairro na Subprefeitura de São Miguel Paulista, na zona leste da capital. Dias depois, foram presos ainda um quarto adolescente e um adulto, que estava foragido na Bahia.
Entre outros casos, a Polícia Civil também investiga um estupro coletivo contra uma adolescente de 14 anos, praticado na zona leste da capital paulista. A vítima é deficiente e as agressões teriam sido cometidas por até 10 rapazes, todos menores de idade. O caso aconteceu em março, mas foi registrado nesta semana na 8ª Delegacia da Defesa da Mulher (DDM).
noticia por : UOL


