Espanha registra o maior número de mortes relacionadas ao calor para maio


Pessoas se protegem do sol com guarda-chuvas durante uma onda de calor na primavera em Bilbao, Espanha , em 28 de maio de 2026
REUTERS/Vincent West
A Espanha registrou o maior número de mortes relacionadas ao calor no mês de maio desde o início dos registros em 2015. A informaçlão foi divulgada pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (3).
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Segundo dados do sistema de monitoramento diário de mortalidade da Espanha, maio de 2026 registrou 101 mortes atribuíveis a altas temperaturas, o número mais alto para o mês desde o início da série em 2015.
O número é 3,6 vezes a média para maio da última década, destacando o impacto significativo do calor extremo sobre a saúde, mesmo antes do início do verão no hemisfério norte, informou o Ministério da Saúde.
Na espanha, entre 2015 e 2025, 27.564 mortes foram atribuídas às altas temperaturas, o ano de 2022 foi o pior já registrado, com 4.789 mortes, seguido por 2025, com 3.832.
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As ondas de calor cada vez mais frequentes na Europa têm provocado impactos econômicos e sociais crescentes, em meio ao aumento das temperaturas extremas registrado antes mesmo do início oficial do verão no hemisfério norte. Países como Espanha, França e Itália enfrentam dificuldades para adaptar infraestrutura, serviços públicos e ambientes de trabalho a um cenário climático cada vez mais severo.
O calor intenso já afeta diretamente setores como agricultura, construção civil, transporte e logística. Dados divulgados pela RFI apontam que, acima dos 30°C, a produtividade dos trabalhadores cai cerca de 3% a cada grau adicional de temperatura. Além dos efeitos econômicos, autoridades europeias também observam aumento da pressão sobre os sistemas de saúde, principalmente entre idosos e populações mais vulneráveis.
Especialistas ouvidos pela reportagem afirmam que a Europa ainda está despreparada para enfrentar episódios de calor prolongado. Grande parte dos edifícios foi projetada para reter calor durante o inverno, enquanto medidas de adaptação, como isolamento térmico, ampliação de áreas verdes e modernização urbana, avançam em ritmo considerado insuficiente diante da intensificação dos eventos climáticos extremos.
*Com informações da Reuters e da RFI.
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Fonte: G1

quarta-feira, 3, junho , 2026 02:02
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