EUA anunciam novas sanções relacionadas ao Irã


O presidente dos EUA, Donald Trump, aponta o dedo durante uma reunião de gabinete na Sala do Gabinete da Casa Branca, em Washington, DC, EUA, em 27 de maio de 2026
REUTERS/Evan Vucci
O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês), agência do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, anunciou nesta sexta-feira (5) uma nova rodada de sanções ligadas ao Irã.
Pelo menos 22 novos alvos foram sancionados, sendo quatro pessoas físicas, 12 entidades e seis embarcações.
Entre as empresas, cinco estão sediadas nas Ilhas Marshall, quatro nos Emirados Árabes Unidos e uma na China, de acordo com detalhes publicados no site do Departamento do Tesouro americano. Já entre as embarcações, quatro são petroleiros com bandeira do Panamá.
As novas sanções anunciadas pelo governo americano vêm em meio a impasses nas negociações entre os EUA e o Irã.
Agora no g1
Na última quarta-feira, o Departamento de Estado dos EUA chegou a anunciar que Israel e Líbano haviam concordado com um cessar-fogo — fator imposto pelo Irã como condiiconal para que as negociações entre Teerã e Washington voltassem a caminhar.
Poucas horas após o anúncio de trégua, no entanto, ataques israelenses mataram pelo menos quatro pessoas em território libanês.
Nesta sexta-feira, após os ataques a Tiro, o presidente do Parlamento libanês e aliado do Hezbollah, Nabih Berri, disse que concordaria com a retirada do grupo do sul do país se as tropas israelenses deixassem simultaneamente o território que ocupam.
Em declarações escritas distribuídas por seu gabinete, Berri criticou o acordo de cessar-fogo mediado pelos EUA, considerando-o injusto e afirmando que deveria ter incluído um “cessar-fogo incondicional por terra, mar e ar”.
Um dia antes, o chefe do grupo extremista Hezbollah rejeitou o acordo anunciado em Washington. Naim Qassem disse que, enquanto aldeias libanesas forem bombardeadas e pessoas forem mortas, o norte de Israel não estará seguro:
“As negociações com Israel são vergonhosas. Só nos importamos com um cessar-fogo completo e a retirada de Israel do sul. Enquanto Israel estiver no Líbano, a resistência continuará”.
Os ataques israelenses no Líbano mataram 3.526 pessoas desde o início do conflito, em 2 de março, e deslocaram mais de um milhão de moradores, segundo as autoridades.
Do lado israelense, 27 soldados e um prestador de serviços civil morreram no Líbano.
*Com informações da agência de notícias Reuters.
source
Fonte: G1

sexta-feira, 5, junho , 2026 05:09
Mais previsões: Tempo 25 dias