Dirigentes das principais centrais sindicais do país divulgaram uma carta com críticas à proposta de emenda constitucional da oposição que se propõe a ser uma alternativa à do fim da escala 6×1.
A PEC, de autoria do senador Rogério Marinho (PL-RN), ganhou o apoio da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB).
Já os sindicalistas afirmam, na carta, que a proposta irá promover a precarização dos empregos formais.
“Na vida real, o empregado não negocia em condições de igualdade. Muitas vezes, é levado a aceitar jornadas exaustivas porque os salários são insuficientes para cobrir suas necessidades básicas”, diz o texto.
“Trata-se de um retrocesso que abre caminho para aberrações como uma eventual ‘escala 7×0’. Não é difícil imaginar as consequências para o trabalhador que se recusar a cumprir exigências desumanas em um ambiente de trabalho submetido a tamanha pressão.”
A carta é assinada pelos presidentes Sérgio Nobre, da CUT (Central Única dos Trabalhadores); Miguel Torres, da Força Sindical; Ricardo Patah, da UGT (União Geral dos Trabalhadores); Adilson Araújo, da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil); Antonio Neto, da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros); Sonia Zerino, da NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores); José Gozze, da Pública; e Nilza Pereira, secretária-geral da Intersindical.
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noticia por : UOL


