Trump: 'Não haverá cobrança de pedágio no Estreito de Ormuz a menos que seja imposto pelos EUA'


Navios no Estreito de Ormuz em 18 de junho de 2026.
Reuters/Stringer
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (20) que não haverá cobrança de pedágio no Estreito de Ormuz, “a menos que seja imposto pelos EUA”.
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Em um post na rede Truth Social, Trump disse que, caso o acordo definitivo com o Irã não seja alcançado, seu governo pode cobrar taxas “como forma de reembolso de custos”.
“Não haverá cobrança de pedágio no Estreito de Ormuz durante os 60 dias do período de cessar-fogo, e também não haverá cobrança de pedágio após o término desse período. A menos que sejam imposto pelos Estados Unidos da América, caso o acordo não seja concluído, como forma de reembolso de custos passados, presentes e futuros”, escreveu.
Nesta sexta-feira (19), o Irã disse que não cobrará taxa para navios no Estreito de Ormuz por 60 dias, mas anunciou há cinco dias que, após esse período – em que está em vigor o acordo com os EUA -, passará a cobrar uma “taxa por serviço” de navios que cruzarem a via marítima.
Estreito fechado após ataques do Líbano
Mais cedo, neste sábado, a Guarda Revolucionária iraniana declarou que o Estreito de Ormuz está fechado, em meio a acusações de que Estados Unidos e Israel violaram compromissos de cessar-fogo no Oriente Médio.
O anúncio aumenta a tensão antes de uma nova rodada de conversas entre Washington e Teerã, prevista para ocorrer na Suíça e que, segundo o Paquistão, começa neste domingo (21).
Pouco antes, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, havia dito à Fox News que não havia evidências de que a passagem marítima estivesse bloqueada. Um comunicado das Forças Armadas dos EUA também nega o bloqueio.
O Estreito de Ormuz é uma das rotas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e gás. A Guarda Revolucionária alertou embarcações para que não se aproximem da região e afirmou que a segurança dos navios poderá estar em risco caso tentem acessar a passagem.
Segundo a Guarda Revolucionária, a decisão foi tomada pelo que Teerã classificou como “crimes” de Israel no Líbano e de uma suposta violação, pelos Estados Unidos, dos compromissos para estabelecer um cessar-fogo.
A declaração ocorre dias depois de Estados Unidos e Irã assinarem um acordo provisório para tentar encerrar a guerra entre os dois países, que já dura quase quatro meses. O pacto foi fechado na quarta-feira (17) pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e pelo presidente do Irã, Masoud Pezeshkian.
Mapa divulgado pelo Irã mostra controle em região do Estreito de Ormuz
Juan Silva/g1
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Fonte: G1

sábado, 20, junho , 2026 07:19
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