O que cinco brasileiros vencedores podem ensinar à seleção

A derrota dolorosa (e evitável) da seleção brasileira para a Noruega na Copa do Mundo reabriu a discussão sobre a crise no futebol nacional, em voga pelo menos desde a tragédia diante de certa nação germânica doze anos atrás.

Muitas hipóteses foram levantadas para explicar a sequência de eliminações e aquele que, agora, é o maior período sem mundiais da história da seleção. Uma delas é o fato de que os nossos jogadores se tornaram europeus demais e, por isso, perderam a marca do futebol brasileiro. Outra é a de que eles ainda são europeus de menos, e precisam replicar o estilo de seleções como França e Espanha.

Mas a verdade é que a seleção — do 7 a 1, da incapacidade de segurar o jogo contra a Croácia em 2022, da insegurança emocional em 2026 — não precisa ir longe em busca de lições; os jogadores e a comissão técnica podem tirar lições valiosas de heróis brasileiros.

1) Didi: o autocontrole diante da adversidade

Didi, fotografado em 1958: parte crucial das duas primeiras conquistas brasileiras.Didi, fotografado em 1958: parte crucial das duas primeiras conquistas brasileiras. (Foto: EFE)