Wagner Moura cumpre a expectativa em "A Última Casa", uma odisseia no lar

Desagradada com esse império humano deformado, a natureza pode decidir mostrar sua força e lembrar quem realmente manda.

A humanidade sentiu isso na pele durante os anos da pandemia de Covid-19, quando tivemos que admitir nossa submissão à natureza, reposicionar nosso poder, reaprender hábitos mínimos de higiene, cuidado e armazenamento de alimento, energia e atenção e, principalmente, reaprender a viver em um universo mínimo em nossos lares, com nossos familiares e vizinhos.

Diferentemente do jornalismo, que acompanha os fatos na simultaneidade da ocorrência e com o mínimo de interferência possível, buscando aproximar-se da realidade, uma das funções da arte é expandir o real, criar alegorias da vida, sendo fiel não necessariamente aos fatos, mas aos sentimentos despertados por eles.

Assim, é possível assistir A Última Casa lembrando do nosso trauma mais recente nesse conflito entre homem e natureza: a pandemia, que nos deixou confinados, sem compreender bem de onde vinha a ameaça, a dimensão da tragédia ou quando ela chegaria ao fim.

A presença de Wagner Moura e Greta Lee não é apenas um atrativo de audiência para o filme. Um dos destaques do longa é, sobretudo, o talento dos quatro atores que concentram quase toda a narrativa de duas horas, em diálogos tensos e tentativas de sobreviver ao caos provocado por um fenômeno inexplicável: uma chuva forte que literalmente tranca as pessoas dentro de suas próprias casas.

Confirmando a expectativa, Wagner defende muito bem o papel do pai que precisa assumir a tarefa de proteger a família, enfrentar o desconhecido, superar seus limites e ainda ter sensibilidade para escutar a esposa e os filhos e aceitar suas contribuições para o desafio coletivo.

noticia por : UOL

Desagradada com esse império humano deformado, a natureza pode decidir mostrar sua força e lembrar quem realmente manda.

A humanidade sentiu isso na pele durante os anos da pandemia de Covid-19, quando tivemos que admitir nossa submissão à natureza, reposicionar nosso poder, reaprender hábitos mínimos de higiene, cuidado e armazenamento de alimento, energia e atenção e, principalmente, reaprender a viver em um universo mínimo em nossos lares, com nossos familiares e vizinhos.

Diferentemente do jornalismo, que acompanha os fatos na simultaneidade da ocorrência e com o mínimo de interferência possível, buscando aproximar-se da realidade, uma das funções da arte é expandir o real, criar alegorias da vida, sendo fiel não necessariamente aos fatos, mas aos sentimentos despertados por eles.

Assim, é possível assistir A Última Casa lembrando do nosso trauma mais recente nesse conflito entre homem e natureza: a pandemia, que nos deixou confinados, sem compreender bem de onde vinha a ameaça, a dimensão da tragédia ou quando ela chegaria ao fim.

A presença de Wagner Moura e Greta Lee não é apenas um atrativo de audiência para o filme. Um dos destaques do longa é, sobretudo, o talento dos quatro atores que concentram quase toda a narrativa de duas horas, em diálogos tensos e tentativas de sobreviver ao caos provocado por um fenômeno inexplicável: uma chuva forte que literalmente tranca as pessoas dentro de suas próprias casas.

Confirmando a expectativa, Wagner defende muito bem o papel do pai que precisa assumir a tarefa de proteger a família, enfrentar o desconhecido, superar seus limites e ainda ter sensibilidade para escutar a esposa e os filhos e aceitar suas contribuições para o desafio coletivo.

noticia por : UOL

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