Incêndio ambiental mobiliza Corpo de Bombeiros em Apucarana

Um incêndio ambiental mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, na noite deste domingo (23), em Apucarana, norte do Paraná. Fogo se espalhou pela matas às margens da Rua Rafael Sorpile, entre o Dom Romeu e Marcos Freire, abaixo da antiga paineira.

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Somente neste ano, Apucarana registrou 65 ocorrências de incêndio ambiental até o momento, uma queda de 46% em comparação ao mesmo período do ano passado. Contudo, estiagens prolongadas (períodos extensos sem chuva), agravados por mudanças climáticas e fenômenos como o El Niño, por exemplo, podem criar um cenário apropriado para queimadas.

Conforme o corpo de bombeiros, a prevenção continua sendo o pilar mais importante para evitar contratempos maiores na comunidade. “A orientação principal é sempre evitar o início das chamas, pois a grande maioria dos casos começa por ação humana, seja por alguém querendo ‘limpar’ o terreno ou por atos de vandalismo ao atear fogo na mata. Orientamos manter a grama baixa, o terreno limpo e, em áreas de vegetação mais intensa, fazer aceiros, que são faixas sem vegetação que impedem a alastramento do fogo. São medidas simples que dão muito resultado”, destacou a capitã Ana Paula Zanlorenzi em entrevista recente ao TNonline.

“A prevenção é sempre a melhor escolha. Caso alguém presencie pessoas ateando fogo em mato ou realizando queimadas ilegais, a orientação é ligar imediatamente para a Guarda Civil Municipal, para que atuem no local ou acionem a Secretaria Municipal do Meio Ambiente para as sanções administrativas. Porém, se a situação envolver risco iminente à vida ou ao patrimônio, o cidadão deve ligar diretamente para o 193”, conclui.

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Fumaça sobrecarrega bombeiros e traz riscos à saúde

Os impactos das queimadas vão muito além do dano ambiental, afetando diretamente a saúde e o dia a dia da população, congestionando os canais de atendimento emergenciais. “Nossa cidade tem bairros muito arborizados e próximos a áreas verdes. A fumaça e a fuligem causam transtornos respiratórios graves e muita sujeira. Quando somos acionados, muitas vezes recebemos várias chamadas simultâneas em pontos diferentes. Nesses momentos, precisamos pedir fotos ou vídeos aos solicitantes para priorizar as situações de maior urgência, o que pode deixar outros chamados em fila enquanto a vegetação queima e incomoda os moradores”, explica a capitã que reforça a necessidade de apoio da população no combate às práticas ilegais.

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noticia por : UOL

segunda-feira, 24, agosto , 2026 12:34
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