O texto integral do acordo não foi divulgado e as empresas que operarão os campos não foram informadas pelos EUA. Pelos termos conhecidos, Washington participaria da escolha do modelo de negócios e das companhias responsáveis pela exploração.
O acordo prevê que os EUA controlem 55% da produção efetiva da nova empresa e possam comprar petróleo a preço de custo. Um funcionário dos EUA disse que parte do óleo pode abastecer a Reserva Estratégica de Petróleo e as Forças Armadas.
Questionamentos sobre validade do pacto
Especialistas questionam se as atuais autoridades venezuelanas podem comprometer os recursos do país por 25 anos. Juan Carlos Apitz, decano da Faculdade de Direito da Universidade Central da Venezuela, diz que o acordo poderá ser discutido nos tribunais no futuro.
Luisa Palacios, do Centro de Política Energética Global da Universidade de Columbia, avalia que a operação pode aumentar o risco para investidores. ?Se o objetivo era tratar de diminuir o risco de investir na Venezuela, com esta transação os Estados Unidos poderiam estar fazendo o contrário?, disse.
Também há incerteza sobre a continuidade do pacto diante de possíveis mudanças políticas em Washington ou Caracas. Amos Hochstein, ex-assessor de energia do governo Joe Biden, afirmou que haverá ?muitos desafios? ao acordo anunciado.
noticia por : UOL


