No centro da controvérsia está a empresa Flock Safety, líder do mercado de leitores automáticos de placas veiculares nos Estados Unidos. Desde 2020, a companhia instalou mais de 120 mil câmeras pelo país e se tornou uma das empresas mais bem-sucedidas do setor de tecnologia voltada à segurança pública, alcançando uma avaliação superior a US$ 8 bilhões.
O avanço foi meteórico. Em apenas seis anos, a Flock passou a fornecer equipamentos para cerca de 40% das forças policiais norte-americanas. Entre os clientes estão departamentos municipais, escritórios de xerifes, polícias estaduais e órgãos de segurança do Texas e de dezenas de outros estados.
A rede também se expandiu para o setor privado. Condomínios, centros comerciais, redes varejistas e empresas passaram a instalar os equipamentos em larga escala. Segundo a própria companhia, o sistema registra mensalmente mais de 20 bilhões de leituras de placas de veículos.
O alcance da tecnologia criou uma malha de monitoramento sem precedentes no país, permitindo reconstruir deslocamentos e mapear trajetos a partir dos registros armazenados pelas câmeras.
Monitoramento político?
Embora os leitores automáticos estejam presentes em diversas cidades desde 2020, a polêmica ganhou força apenas nos últimos meses, impulsionada por investigações publicadas pelo Washington Post e por relatórios produzidos por organizações de defesa das liberdades civis.
noticia por : UOL


