A PF apura se houve desvio dos recursos públicos para o filme sobre a vida de Jair Bolsonaro. Boldrini, que é o responsável técnico pelo programa Lutando pela Vida, foi um dos alvos de busca e apreensão hoje. Ele já foi conselheiro fiscal do ICB, mas renunciou ao cargo em novembro de 2024. Também doou R$ 4.000 para a campanha de Mario Frias em 2022 e, na mesma eleição, recebeu R$ 7.500 como prestador de serviços.
Boldrini teria recebido R$ 13.700,01 por sua atuação no projeto de Pirassununga. A investigação identificou ainda que a empresa usada na contratação teria sido constituída poucos dias antes, com possível assinatura retroativa do contrato.
A PF apura crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios. Dados financeiros indicaram a “movimentação da ordem de centenas de milhões de reais entre as empresas que integram o esquema investigado.”
Produtores de Dark Horse, Frias e Karina foram alvos da operação de hoje, autorizada pelo ministro do STF Flávio Dino. Karina é citada como responsável pela gestão de contratos e pela transferência de valores para empresas privadas. Para a PF, “há fortes indícios de uma única organização criminosa, estruturada para captar, disseminar e ocultar recursos provenientes de verbas públicas”.
O deputado enviou outra emenda de R$ 1 milhão ao ICB para um programa de empreendedorismo em Pirassununga (SP). Como mostrou o UOL, o projeto não saiu do papel. A suspeita da PF é de que o dinheiro tenha sido desviado para a produção do filme.
O UOL tenta contato com Mario Frias e com Rudyge Boldrini. Essa reportagem será atualizada em caso de manifestação.
noticia por : UOL


