75% foram baleados por trás na ação policial mais letal do Brasil, diz ONG

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75% foram baleados por trás na ação policial mais letal do Brasil, diz ONG

Parte dos mortos estava com roupas camufladas, frequentemente usadas por traficantes. Dois estavam sem roupa. “Olha aí, que delícia”, debochou o policial no vídeo.

A HRW diz que também foi descumprido um outro protocolo, da Polícia Civil. “A Polícia Civil tem que pegar o nome dos policiais envolvidos em uma ocorrência e pegar uma declaração inicial, com o nome, o contato dos envolvidos. Isso só aconteceu em dois casos de 117. Dois de 117. Então, na grande maioria dos casos, não teve informação básica”, diz Muñoz.

Para nós, claramente, a Polícia Civil estava mais interessada em produzir alguma evidência de que o morto merecia morrer. A prioridade não era estabelecer o que aconteceu, como foi a morte.
César Muñoz, diretor da Human Rights Watch no Brasil

Barricada feita pelo CV para tentar impedir entrada de policiais na Penha
Barricada feita pelo CV para tentar impedir entrada de policiais na Penha Imagem: 28.out.2025 – Eduardo Anizelli/Folhapress

Nas eleições de outubro deste ano, um ano depois da operação, os chefes das polícias Civil, Felipe Curi (PP), e Militar, Marcelo Menezes (PL), além do delegado Bernardo Leal (PP), baleado na ação, foram eleitos.

Curi e Leal se elegeram a deputado federal e estadual, respectivamente, utilizando na candidatura o número 122, o mesmo número de mortos na Contenção, incluindo os cinco policiais. O coronel Menezes foi eleito para a Alerj (Assembleia Legislativa do Rio).

noticia por : UOL