Conflito entre Israel e Irã ganha novos contornos. Para Karina Stange Calandrin, professora de relações internacionais do Ibmec, o bombardeio autorizado por Trump eleva riscos, amplia alvos e reduz o espaço para contenção diplomática. “Isso sinaliza que os EUA estão dispostos a usar força total na destruição de instalações nucleares estratégicas iranianas”, avalia.
A especialista concorda que não há declaração formal de guerra. “Não se trata de mobilizar tropas em solo nem iniciar uma invasão. Mas, ao lançar múltiplas bombas, incluindo mísseis de bunker-buster, os EUA demonstram disposição de usar força contundente, ainda que limitada, como tem sido padrão em intervenções americanas anteriores”, explica Karina Stange Calandrin.
Irã deve responder aos ataques, dizem analistas. É provável que o país persa ataque bases dos EUA no Oriente Médio e acione milícias aliadas, como os Houthis do Iêmen, o Hezbollah, no Líbano, para atingir navios e bases americanas na região. “Mas não há sinais de operações terrestres nos EUA. O Irã busca retaliar sem provocar uma guerra total, que levaria a uma resposta americana devastadora. Além disso, sua capacidade logística para atacar território dos EUA diretamente é muito limitada”, diz a professora de relações internacionais.
Entenda
Trump anunciou hoje que autorizou e realizou ataques contra instalações nucleares mantidas pelo governo de Teerã. “Concluímos nosso ataque muito bem-sucedido às três instalações nucleares do Irã, incluindo Fordow, Natanz e Esfahan”, escreveu o americano nas redes sociais. “Todos os aviões estão agora fora do espaço aéreo do Irã. Uma carga completa de BOMBAS foi lançada no local principal, Fordow. Todos os aviões estão a caminho de casa em segurança”, disse.
O republicano terminou sua postagem dizendo que “agora é a hora da paz”. “Parabéns aos nossos grandes guerreiros americanos. Não há outro exército no mundo que poderia ter feito isso. Agora é a hora da paz! Obrigado por sua atenção a esse assunto”, completou.
noticia por : UOL


