Dois sismos consecutivos de magnitudes 7,2 e 7,5 derrubaram 190 prédios e afetaram outros 856 em Caracas e no estado vizinho de La Guaira, em 24 de junho.
Toneladas de escombros apagaram em vários setores de La Guaira, como Catia La Mar, a característica imagem de cartão postal do balneário.
O norte da Venezuela, onde fica este estado, situa-se perto da fronteira das placas Sul-americana e do Caribe, que geram alta atividade sísmica ao se chocarem.
Considerada o marco zero do desastre, La Guaira tem solos “imaturos” ou “não consolidados”, que demandam “estudos geotécnicos” durante a construção, explica o engenheiro Feliciano De Santis, presidente da Sociedade Venezuelana de Geólogos.
Este estado sofreu um deslizamento mortal em 1999 que, lembra o especialista, “para efeitos de geologia, ocorreu há um milissegundo”, razão pela qual “estes solos geralmente tendem a ser solos soltos”.
Durante os terremotos de junho, ocorreu “a tempestade perfeita”, pois pelas características do solo, houve uma “amplificação do sinal sísmico”. O terreno se moveu com maior intensidade, explica.
noticia por : UOL


