O material teria chegado aos investigadores após decisão de André Mendonça, do STF. O ministro autorizou a quebra do sigilo telemático de Roberta no início deste ano. A partir de dados armazenados em nuvem, a PF afirma ter encontrado indícios de corrupção e tráfico de influência, de acordo com a reportagem.
Em outra mensagem divulgada pela revista, a lobista afirma que Lulinha só “entrava em campo” quando o grupo julgava necessário. “Fábio não faz nada. Ele só entra em campo qdo (quando) precisa. Tem q se preservar”, teria dito Roberta.
Uma mensagem atribuída a Lulinha também aponta que a amiga cuidava das finanças. “A gente tem grana pra bancar essas coisas? Vc que cuida das minhas finanças”, escreveu ele, de acordo com a Veja.
Investigação apura se o filho de Lula atuou para influenciar decisões no governo. O inquérito em andamento trata de de suspeitas de tráfico de influência em favor de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, em negócios com o Ministério da Saúde para a venda de cannabis medicinal.
De acordo com a Veja, a lobista cita a mudança de Lulinha para o exterior. Na conversa, de janeiro de 2025, Roberta teria dito que precisava destravar logo os negócios de interesse do grupo. “As coisas irão acontecer pq eu tenho q tirar o Fábio e família do país até junho”, disse. Lulinha se mudou para Madri, na Espanha, onde mora a mulher e os filhos.
Relatório da PF analisou mensagens e documentos atribuídos à lobista. Segundo a revista, a polícia concluiu haver um “núcleo de atuação permanente” com Lulinha e Fernando Bittar, amigo e ex-sócio do filho do presidente. Para os investigadores, o trio teria intermediado interesses privados junto a órgãos da administração pública federal.
noticia por : UOL


