“O Brasil acabou”: Cinco gafes de Lula no debate com Flávio

Com décadas de campanhas nas costas, Lula deveria estar acostumado às provocações dos adversários em debates. Mas, no primeiro confronto com Flávio Bolsonaro (PL), realizado pela Band neste domingo (18), o presidente se irritou, se desconcentrou e, quando abriu a boca, só piorou as coisas.
A dificuldade do petista para manter a compostura chamou a atenção da imprensa internacional. O jornal progressista francês Le Monde, tradicionalmente favorável a Lula, destacou como o presidente teve de se segurar para não perder a paciência com o senador. Já o espanhol El País apontou que as provocações deixaram Lula sem jeito e sem rumo — e que ele se enrolou até nas considerações finais.
A seguir, selecionamos cinco gafes de um debate em que Lula teria se saído melhor se ficasse calado.
1. “Malandro carioca”
Lula quis chamar Flávio Bolsonaro de mentiroso, recorreu a um estereótipo batido e acabou ofendendo uma cidade inteira. Mas Flávio não desperdiçou a bola levantada. Depois do intervalo, o senador declarou solidariedade aos cariocas e deixou para Lula a tarefa de se entender com eles.
2. Lulinha? Quem?
Depois de cobrar explicações sobre as denúncias da empresária Roberta Luchsinger, Flávio perguntou se Lula também diria que não conhecia Lulinha — e ouviu um “Quem?”. O senador riu, repetiu o nome e o presidente finalmente esclareceu que “Lulinha é meu filho”. Por um instante, parecia que Lula tinha encontrado uma saída para um dos maiores problemas de sua campanha: não conhecer o próprio filho.
3. “Cidadões de primeira categoria”
Lula foi defender a criação de uma universidade indígena e conseguiu insultar, na mesma frase, a língua portuguesa e os próprios índios. Segundo o presidente, a instituição serve para que eles se tornem “cidadões [sic] de primeira categoria”. A fala pegou mal entre os amantes da “flor do Lácio” e, principalmente, os chamados povos originários (que, pelo visto, precisam de diploma para deixar de ser cidadãos de segunda).
4. “Eu não sou palhaço”
Lula se incomodou com Flávio atrás dele e foi reclamar para os mediadores — como uma criança que chama a professora para dar uma bronca no coleguinha. “Se ele estiver zombando de mim, eu quero direito de resposta, porque eu não sou palhaço, quem é palhaço aqui é ele”. Faltou pouco para o presidente pedir que o senador fosse colocado no cantinho do castigo.
5. “O Brasil acabou”
Nas considerações finais, Lula tinha dois minutos para convencer o eleitor e caprichou na lambança: “Nesse quarto mandato, a gente vai dizer, ‘o Brasil acabou’”. Ele tentou consertar falando de um país grande e desenvolvido, mas se enrolou até o tempo acabar e o microfone ser cortado. Como em outros momentos do debate, Flávio nem precisou dar um pio para Lula se complicar sozinho.
noticia por : Gazeta do Povo




