Flávio fugiu em jato de empresa investigada por corrupção no governo Milei

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Flávio fugiu em jato de empresa investigada por corrupção no governo Milei

O que diz a investigação contra a empresa

A Baires Fly pertence ao empresário Luis Grande e ganhou projeção após as eleições de 2023. Na ocasião, Javier Milei utilizou um jato da companhia para sua primeira viagem internacional, para os Estados Unidos. O voo foi financiado pelo empresário Gerardo Werthein, que depois foi nomeado embaixador da Argentina em Washington.

Andis é Agência Nacional de Deficiência, órgão público no qual teria ocorrido o esquema do qual a Baires Fly é a principal peça. O órgão foi entregue por Milei a Diego Spagnuolo, aliado e ex-advogado do presidente argentino, investigado como chefe do esquema que ocorria por meio de licitações irregulares e pagamento de propina.

No esquema, empresas fornecedoras de remédios e insumos ganhavam contratos superfaturados com a Andis. Depois, essas companhias transferiam as propinas milionárias para as contas da Baires Fly, justificada como pagamentos por voos fretados que não ocorriam. É aqui que entra Sergio Mastropiero, citado pelo deputado argentino. O executivo é apontado como o principal articulador do esquema dentro da Baires Fly, de acordo com o jornal argentino La Nación.

A Justiça argentina determinou o bloqueio de bens dos executivos envolvidos, incluindo Mastropietro. Determinou também o confisco de aeronaves da Baires Fly para garantir o pagamento de multas no decorrer do processo.

Roteiro da fuga de Flávio

Flávio deixou o Brasil pela Argentina após cruzar a fronteira com destino a Puerto Iguazú. Na cidade argentina, ele embarcou em um avião privado que fez uma parada em Guayaquil, no Equador, no início da madrugada desta quarta-feira, e depois seguiu com destino a Miami, na Flórida.

noticia por : UOL